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Clement (Vincent Macaigne), é figurante em filmes, é está loucamente apaixonado por Mona (Golshifteh Farahani), uma recepcionista em uma loja de sanduíche na Estação do Norte. Mas Mona tem um segredo, e se torna evasiva. Quando Clement desesperado para conquista-la, seu único e melhor amigo, Abel (Louis Garrel), vem para ajudar. Juntos, os dois amigos partem para a conquistar Mona
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"Será que um dia nós fomos amigos de verdade?"
Dois Amigos (Les Deux Amis. França, 2014)
Direção: Louis Garrel.
Com: Vincent Macaigne, Golshifteh Farahani, Louis Garrel.
Louis Garrel está atrás e na frente das câmeras com esse longa que é uma mistura de drama, comédia e romance. E dá um belo caldo.
São histórias de pessoas que vivem intensamente numa Paris gélida e pouco acolhedora.
Um longa agridoce cheio de reviravoltas mas muito bem conduzido nessa estreia de Garrel como diretor.
Disponível na Reserva Imovision e em DVD.
#cinemafrancês
#louisgarrel
Rodado nas ruas de Paris, “Dois amigos” (2015) é um autêntico filme independente francês de comédia dramática que ora cativa ora nos faz rir. O bom andamento do filme está, principalmente, no trabalho do trio central, que dá o seu melhor em cena: Golshifteh Farahani, atriz iraniana que começou a carreira em seu país, depois nos EUA fez diversas produções, como “Paterson” (2016), “Piratas do Caribe: A vingança de Salazar” (2017) e as duas partes de “Resgate” (2020 e 2023, da Netflix); o francês Vincent Macaigne, ator versátil, mas presença marcante em fitas de comédia, com trabalhos de destaque em “Agnus dei” (2016) e “Assim é a vida” (2017); e Louis Garrel, que trabalha com frequência com o pai, Philippe Garrel, veterano diretor francês que começou a carreira no fim da Nouvelle Vague, e que sempre realizou filmes pessoais (muitos dramas em preto-e-branco, sobre casais em crise) - Louis foi lançado por Philippe em “Beijos de emergência” (1989), depois atuou em uma dezena de filmes dele, como “Amantes constantes” (2005) e “O ciúme” (2013), e fez um papel notável que o tornou mundialmente famoso, em “Os sonhadores” (2003), de Bernardo Bertolucci.
E “Dois amigos” marca a estreia na direção de Louis Garrel. Ele teve formação em casa, apresenta muito a mão do pai, e esse filme lembra os filmes de Philippe dos anos 2005 para cá, um drama sobre amigos em crise após uma disputa de amores – a diferença é que Louis utiliza um humor leve para equilibrar a história.
Garrel havia dirigido apenas três curtas até então, em seguida fez “Um homem fiel” (2018), “Um pequeno grande plano” (2021) e “L'innocent” (2022), todos com ele no elenco e escritos também por ele. “Dois amigos” teve o roteiro assinado por Louis junto de Christophe Honoré, outro importante diretor francês com quem já havia trabalhado em “Minha mãe” (2004), “Canções de amor” (2007), “A bela Junie” (2008) e outros.
Gosto especialmente do desenrolar da trama (há um passado a ser investigado da personagem feminina, aos poucos descortinado ao público), da fotografia escurecida e do elenco, enxuto, que dá um show.
Recebeu indicação aos prêmios Golden Camera e Queer Palm no Festival de Cannes. Disponível em DVD pela Imovision, pode também ser assistido na plataforma online da distribuidora, o Reserva Imovision.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Esse filme é tooodo errado gente, todo! Única coisa certa é a cena da dança no bar! O resto, por mais semelhante que seja a realidade de sentimentos, tá tudo errado e extremamente de mal gosto!
Incitação a estupro e assédio?????????? OII??
O Garrel reimaginando Jules e Jim.
Não sei se todos tiveram a mesma sensação que eu, mas as atitudes e personalidades dos personagens me causou um sentimento muito ruim, talvez por ser tão real, mas dificilmente vermos na tela. Adorei, mas acredito que não veria novamente.