Um ano após ser libertada dos nazistas, a Tchecoslováquia está em reconstrução. Numa cidadezinha do interior, em meio às brincadeiras nos tanques de guerra abandonados, dois garotos passam a gostar mais da escola, sobretudo pela chegada de seu novo professor (Igor Hnizdo), um ex-militar aparentemente rígido, mas mulherengo e muito excêntrico.
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Produção tcheca que é uma aventura e comédia dramática da Filmové studio Barrandov e Lucernafilm - Alfa indicada ao Oscar de melhor filme estrangeiro - o vencedor do ano foi o italiano Mediterraneo (91).
O ano é 1945-46. Eda, de 10 anos, e seu amigo Tonda vivem em uma pequena vila nos arredores de Praga. Na escola, a turma é tão selvagem e indisciplinada que o professor pede demissão e é substituído pelo militante Igor Hnidzo. Ele é muito rigoroso, mas também muito justo. Seu ponto fraco, porém, é o interesse por mulheres jovens do ensino médio.
Dá para perceber que o diretor criou um filme sobre si mesmo e sobre o passado da guerra, um período de sua infância que moldou suas atitudes de vida na Tchecoslováquia rural, durante os anos após a derrota dos nazistas e antes dos dias sombrios do regime comunista totalitário. O filme foi lançado 1 ano antes da separação da Tchecoslováquia em 2 nações independentes: República Tcheca e Eslováquia. 3 atores aparecem neste filme e na prequela do mesmo diretor Jan Scerák: Po strnisti bos (17) - Jan Triska (1936-2017), Zdenek Sverak e Ondrej Vetchy. Último filme de Karla Chadimová.
02.05.1993
Teve uma época que passavam vários filmes similares a este no final de semana, após o Domingo Maior. Lembro de 'Filhos do Paraíso' e 'Nenhum a Menos". A história também me dá uma leve lembrança de 'Cinema Paradiso' e é similar em vários pontos com outras histórias italianas.
Mesmo sem muita empolgação, é um filme legal que tem como protagonistas as crianças e, mesmo assim, não é infantil.
Meio decepcionante como realização cinematográfica, mas eficiente como dramatização bucólica do pós-guerra checo. Temas como autoritarismo, mudanças sociais, sistema educacional são matizados pela ótima da inocência infantil, que vai tomando consciência de si. No mais, esquecível. Não faz juz à tradição fílmica checa.
P.S. 1: A postura do professor linha-dura jamais sobreviveria ao politicamente correto de hoje (especialmente no quesito assédio).
P.S. 2) A estudantada inconsequente (ainda que alegórica) chega a ser odiosa.
Um drama leve e interessante, que mostra um recomeçar de um povo tão sofrido durante a guerra, numa alegoria mito bem representada pela escola. Nota 8,0.