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Data de lançamento
27 Março 2008Duração
Salma (Hiam Abbass), uma viúva Palestina, vê sua plantação ser ameaçada quando seu novo vizinho, o Ministro de Defesa de Israel (Doron Tavory), se muda para a casa ao lado. A Força de Segurança Israelense logo declara que os limoeiros de Salma colocam em risco a segurança do ministro e por isso precisam ser derrubados. Salma leva o caso à Suprema Corte de Israel para tentar salvar a plantação.
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Foi bem feliz a produção deste filme, que narra uma história interessante, com roteiro consistente, tem bela fotografia e atuação dos protagonistas, respeitando de modo satisfatório o cenário político-geográfico dos fatos (fronteira da Cisjordânia).
A moral da história é triste, pois leva os cidadãos simples e pessoas de bem a concluir que a "justiça" não existe, enquanto criação humana fundada em ideais morais e/ou divinos, e centrada no princípio lógico de se "dar a cada um o que é seu" (no caso, ficou óbvio que a decisão final pela derrubada dos limoeiros foi ilegal, cabendo o toque dos sinos, por mais um ato da miséria humana).
O que existe a rigor é um Judiciário "Poder do Estado, integrado por juízes "semideuses" que se empenham em aplicar as leis consoante a conveniência do Estado, senão em favor dos que detém poder econômico e/ou político, e não sem frequência um Judiciário corrupto, ineficaz e caro aos cofres públicos, portanto um Judiciário de questionável utilidade e legitimidade, ao qual a nação se submete, ou então se humilha, e pede socorro a quem dispõe de poder constitucional e de polícia para enquadrá-lo à lei.
Esta crítica é um exemplo de que muitas vezes a posição de um israelense não exprime a política do Estado de Israel. Mas essas críticas quase não aparecem na mídia hegemônica daqui
Filme super pertinente ao atual conflito entre Palestina e Israel com uma analogia clara aos assentamentos judeus. Vale muito a conferida
Uma analogia clara da questão da Palestina e Israel e exemplifica a complexidade das questões como os acentamentos judeus, a intolerância com os árabes e a falsa promesa de justiça. Um filme atual e necessário que nos permite ver as dores de um povo que tem sido hostilizado durante tanto tempo.
Mesmo que em alguns momentos a história não pareça avançar o filme se notabiliza pela forma como explora o seu conflito sem nunca apelar para soluções ou emoções fáceis. Curioso como duas das personagens que não falam a mesma língua conseguem se comunicar de forma cordial apenas com olhares. Para mim a mensagem que o filme deixou é que não se conquista a paz se não houver tolerância entre os povos que buscam por ela.