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Filme-conto que sucede o longa "Nem tudo é Verdade" (1986). Segundo da tetralogia sganzerliana sobre o choque de Orson Welles com a realidade tupiniquim, em 1942, quando o cineasta americano filmava o jamais-concluído É tudo verdade. O curta consiste de uma contração temporal do filme precedente e demonstra a vantagem de utilizar uma poética da memória.
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ainda não vi o nem tudo é verdade (1986) mas, aqui, o rogério demonstra tanta admiração pelo orson que o documentário acaba dando importância a coisas muito mínimas. há uma fala, por exemplo, de alguém sobre o welles e não é revelado quem está falando. além disso, é colocada uma frase na tela que tinha acabado de ser dita pela narração (muito legal, por sinal, colocar o grande otelo)
talvez atrapalhado pelo pouco tempo e pela emoção do tema, faltou um pouco de síntese. a edição, por outro lado, é bem legal
Exceto a parte irritante do Vargas, achei lindíssimo o documentário, sobretudo pelo Grande Otelo apresentá-lo. Impressiona a coragem do pessoal na jangada(ondas altas) e... um pouco grilado
pelos novos donos da RKO terem lhe puxado o tapete, conforme Orson explica na manchete do jornal.
generosos 3,5 pelo tema, porque a linguagem é tosquíssima, ainda mais se tratando de Orson
Longe de ser um documentário ou uma ficção (como de hábito na carreira do diretor), "Linguagem de Orson Welles" é um epílogo para o famigerado "Nem Tudo é Verdade" e me parece ser também um resumo do longa. Mas não apenas isso: é um retrato do Brasil contemporâneo à época de filmagem e encantador pela narração entoada pela voz de Grande Otelo.
Dá pra sentir o amor do diretor pelo cinema do incrível Welles, mas é arrastado, e não muito interessante, em boa parte do tempo.