James Bond viaja para Nova York, com a missão de investigar as misteriosas mortes de três agentes britânicos. Bond descobre que o responsável pelas mortes é Dr. Kananga, um chefão do crime, traficante de heroína e religioso vodu. Bond descobre que Kananga tem uma cartomante que o alerta sobre possíveis ameaças.
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O fim dos anos 60 e o início dos 70 foi um período turbulento para a franquia 007. Sean Connery saiu em 1967, retornou em 1971 e agora sairia em definitivo (pelo menos da franquia oficial). Com isso, os produtores se voltaram para Roger Moore, o favorito para o papel desde 1962, que, não conseguiu assumir antes por conta da série de TV "O santo".
Assim, em 1973, Roger Moore, que era 3 anos mais velho do que Connery, assumiria aos 46 anos como 007 e daria inicio a "Era" mais duradoura da franquia. E é curioso pensar que num curto espaço de tempo, entre 1969 e 1973, a franquia teve 3 bonds diferentes em 3 filmes consecutivos, o que reforça que este foi um período tumultuado e de transição.
Dado esse contexto, 007 Viva e Deixe Morrer estreou com incertezas quanto ao que se esperar de direcionamento. Os produtores retornariam aos horizontes mais moderados dos anos 60 ou continuariam com o estilo cartunesco dos últimos dois longas de Sean Connery?
E a resposta concentra-se em torno da figura de Moore. O ator representou um rompimento completo com o estilo proposto por Connery e mais ainda, quando comparado a Lazenby. Moore trouxe uma leveza e uma autoconfiança muito características, o que levou a série ao caminho da caricatura e do cartunesco. Sua primeira interpretação como Bond é segura, mas sofre com os exageros do roteiro em alguns momentos.
Ainda sob a direção de Guy Hamilton (Os Diamantes São Eternos), a franquia decidiu ousar e levou Bond para uma trama "sobrenatural" envolvendo Vudu e o blacksploitation. Nisso, destaca-se de forma bastante positiva a atmosfera e as locações em Nova York, no Caribe e no sul dos EUA, que, apresentam uma estética sombria. Contudo, apesar de visualmente sombrio, a narrativa opta totalmente pelo nonsense e o que se vê é muito próximo dos absurdos do filme anterior.
A sequência de barcos envolvendo um xerife racista é um dos momentos mais desnecessários e sem qualquer explicação racional. Acredito que sem esta sequência, não haveria diferença alguma na trama e haveria menos cansaço narrativo.
A música de Paul McCartney é uma das mais memoráveis da franquia e sua versão instrumental combina com a estética do filme.
A bond-girl Solitarie (Jane Seymour) é uma das mais belas de toda a franquia e tem um papel participativo, até certo ponto. Porém, seu retrato como moça indefesa é um tanto quanto cansativo.
Sobre o vilão, é importante pontuar que alguns pontos da narrativa envelheceram mal e transitam em uma região muito perigosa de um retrato que beira o racismo, em especial, pela trama envolver o tráfico de drogas. Contudo, Yaphet Kotto entrega um Kananga de fato ameaçador, sendo um dos bons vilões da Era Moore.
007 Viva e Deixe Morrer é um filme bastante irregular e que encontra sua maior virtude na atmosfera única proposta.
Nota: 5,5
Vi A Primeira Vez na Globo No Inicio de 1989, A Era Roger Moore Começou com o Pé Direito , O Vilão e Bem Carismático E A Bondete Jane Seymour E Linda, Assim Como A A Canção Tema de Paul McCartney, Destaque para a cena Da Ponte De Jacarés!
🎬 **Crítica | Com 007 Viva e Deixe Morrer (Live and Let Die, 1973)**
**Ano:** 1973 | **Duração:** 121 minutos
**Gêneros:** Espionagem • Ação • Aventura
**Elenco principal:**
* **Roger Moore** como *James Bond* — estreia trazendo um 007 mais leve, irônico e conquistador
* **Yaphet Kotto** como *Dr. Kananga / Mr. Big* — vilão carismático e ameaçador
* **Jane Seymour** como *Solitaire* — Bond Girl mística e enigmática
🎞️ **Enredo & História**
Primeiro filme da era Roger Moore, *Viva e Deixe Morrer* apresenta um Bond diferente do de Connery: mais sarcástico e menos bruto. A trama envolve assassinatos de agentes britânicos e um poderoso chefão do crime ligado ao Caribe. O roteiro, porém, se perde ao insistir em **elementos de vodu**, que acabam pesando negativamente e quebrando o tom clássico da franquia. Ainda assim, a ambientação caribenha resgata um cenário querido da saga.
🎥 **Produção, Fotografia e Efeitos Especiais**
A produção aposta em locações exóticas e sequências longas de ação. A famosa **perseguição de lanchas**, apesar de bem executada, é excessiva e ocupa uma parte desproporcional do filme, comprometendo o ritmo. Os efeitos especiais são adequados para a época, mas sem grandes destaques.
🎭 **Atuações**
Roger Moore causa boa impressão inicial, estabelecendo um Bond charmoso e sedutor. Yaphet Kotto funciona bem como vilão, enquanto Jane Seymour entrega uma Bond Girl diferente, embora subaproveitada.
🎬 **Sequências & Filmes Semelhantes**
Primeiro filme da era Moore, seguido por *007 – O Homem da Pistola de Ouro*. Filmes semelhantes incluem *Os Diamantes São Eternos* e *Thunderball*.
✅ **Vale a pena assistir?**
Apesar de falhas no roteiro, marca positivamente a estreia de Moore e sinaliza um novo caminho para a franquia.
⭐ **Nota:** **6 / 10**
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O nono filme da série Bond jamais esteve entre os melhores filmes da franquia. Na verdade, a fórmula é a mesma, mas com algo mais galhofa. Não que isso signifique que os primeiros filmes do agente da rainha sejam exemplos de comprometimento com a seriedade, mas eles equilibravam bem o entretenimento e temas sérios. Até mesmo a era de Daniel Craig entrega a sua pequena parcela de comicidade.
"Live And Let Die" é memorável por ser ridículo e não se envergonhar disso. Seja na direção de Guy Hamilton ou na composição de Roger Moore, parece, que não havia intenções de fazer um James Bond muito responsável. E Moore aparenta estar bem consciente da piada. Ele caminha despreocupado pelas ruas do Harlem, com o seu terno transpassado e nada tático, como se não estivesse com a cabeça a prêmio. Em outro momento, mas próximo do clímax, sinto que Moore quer fazer uma piada sobre como o vilão vai tentar matá-lo com alguma engenhoca boba - é o que acontece.
É perceptível como este filme vai para um lado mais nonsense. De uma perseguição de barco de vinte minutos a um vilão que infla e explode como um balão, tudo é exagerado. E esse flerte com o exploitation, por si só, já causa estranhamento. No entanto, 007 sempre esteve com um pé no absurdo da literatura pulp e outro nas tendências comerciais.
ótima estreia, Dizem que os produtores pediram para Moore fazer o personagem ,O Mas "branco " possível por ser seu filme de estreia