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Duração
O pistoleiro Kim comete um erro grave e será executado pela organização criminosa que o contratou. Kim tem um medo sufocante de morrer. A organização decide encomendar-lhe outro serviço, se o fizer escapará do castigo: a execução da líder camponesa Bel, sua irmã, a única pessoa que ele realmente ama.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Que roteiro ou idéia péssima! Além de ser um filme raso as atuações foram muito forçadas!!
Eu me recuso a acreditar que esse protagonista ganhou algum teste pra fazer esse filme. Não convence em cena ALGUMA no personagem. Em certo ponto há uma sequência com Heraldo de Deus que me fez pensar muito o quão diferente seria esse filme se não fosse ele no lugar do protagonista. Aumentei um pouco a nota porque Emanuelle Araújo se esforça muito, e parece uma grande atuação diante do que ela tem que enfrentar pra se destacar nesse filme, mas é ruim DEMAIS.
Pra mim pareceu um encontro mal resolvido entre a pornochanchada e o cinema político, que não conseguiu fazer nem um nem outro direito. Achei a artificialidade dos diálogos, dos personagens e das atuações bem ruim.
Pra não dizer que seja de todo ruim, foi interessante a alegoria irmãos se matando para falar sobre o que uma sociedade injusta faz com os seus excluídos.
Este filme é atravessado por inúmeros paradoxos: único representante ficcional da Mostra Competitiva do Festival de Brasília 2020, foi realizado justamente por um renomado documentarista; apesar de reproduzir lugares-comuns do cinema de gênero hollywoodiano, adere a um desfecho internamente coerente mas não clicheroso; malgrado o seu diretor ter 80 anos de idade, parece que foi filmado por um jovem fã do Beto Brant; e por mais balizado pelas caricaturas de macho que o protagonista seja, ele age como o baluarte de uma trajetória tipicamente 'queer'. Achei o filme afetado em mais de um sentido, de maneira que o estranhamento advindo disso agradou-me, da mesma maneira que ocorre - no que tange aos conflitos geracionais - em TOCAIA NO ASFALTO (positivamente) e no disco "Deus é Mulher" (nem tanto). A personagem de Emanuelle Araújo está deslocada e artificial: sabemos quem ela é, mas não acreditamos nela. A simbiose desejada entre a típica roceira e a "lacradora" empoderada não é bem inserida. Mas curti o uso da trilha cancional, onde consta uma ótima canção de uma banda sergipana, The Baggios. A fotografia é muito boa, tanto em relação ao uso inaudito da grua quanto no que diz respeito aos jogos cromáticos com a ambientação nordestina - vide a aparência rubra do rio que antecipa o sangue. Há muitos defeitos neste filme, mas achei-o tão jovial que curti. Minha mãe, por sua vez, só não gostou do final: acho que ela preferia o clichê, já que a condução do enredo parecia que entregaria isso. Surpreendeu, de alguma maneira. Vale pela luta interna, bem resolvida, afinal (em termos tramáticos, mas não necessariamente éticos). - WPC>