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May Fools - Estados Unidos da América
Sinopse
As manifestações de maio de 68, na França, levam inquietação não apenas a Paris. Pega também de surpresa os parentes de uma velha proprietária de terras que acaba de morrer, abrindo caminho para uma luta pela herança.
“O problema, agora, é que as mulheres querem gozar. Antigamente, nem sabiam que isso existia, e era mais fácil.”
Esse filme me lembrou, em alguns aspectos, o Mamãe faz Cem Anos do Carlos Saura. Toda uma família reunida em torno de uma matriarca, cada um com seus interesses.
A morte da matriarca faz com que todos mostrem enfim sua cara. E ressentimentos vêm a tona. Quando uma pergunta se o quadro tem valor e a outra diz: não, é só a mamãe. Ela deixa de ser importante, aquilo que ela representa, apenas o que ela acumulou interessa. E isso contrastado com a esperança da revolução.
Uma boa pedida pra quem gosta de filme com confusão e reencontro familiar. Aqui vemos tanto uma família movida por interesses próprios discutindo o futuro dos bens e da propriedade a ser herdada entre si em meio a uma revolta durante o período de Maio de 1968 que marcou a história francesa pós-guerra, quanto aos desejos pessoais de cada membro e visitante que se encontram até por um momento mergulhados nas ideias progressistas causando uma série de eventos relacionados ao desejo sexual, libertação do corpo e conflitos amorosos. O que me chama atenção é a imparcialidade de Louis Malle que tanto enxerga uma esperança promissora de um até então mundo conservador como também explora a conexão com o passado e com a necessidade que temos de preservar as memórias que nos remetem a algo que todos nós temos em comum: desassociar nossos mundos pessoais do mundo exterior e revivê-los para que lembramos o que um dia fomos e perdemos.
Um Bergman com cena de roda de baseado.
“O problema, agora, é que as mulheres querem gozar. Antigamente, nem sabiam que isso existia, e era mais fácil.”
Esse filme me lembrou, em alguns aspectos, o Mamãe faz Cem Anos do Carlos Saura. Toda uma família reunida em torno de uma matriarca, cada um com seus interesses.
A morte da matriarca faz com que todos mostrem enfim sua cara. E ressentimentos vêm a tona. Quando uma pergunta se o quadro tem valor e a outra diz: não, é só a mamãe. Ela deixa de ser importante, aquilo que ela representa, apenas o que ela acumulou interessa. E isso contrastado com a esperança da revolução.
Um tempo que acaba. E o novo sempre vem.
Uma boa pedida pra quem gosta de filme com confusão e reencontro familiar. Aqui vemos tanto uma família movida por interesses próprios discutindo o futuro dos bens e da propriedade a ser herdada entre si em meio a uma revolta durante o período de Maio de 1968 que marcou a história francesa pós-guerra, quanto aos desejos pessoais de cada membro e visitante que se encontram até por um momento mergulhados nas ideias progressistas causando uma série de eventos relacionados ao desejo sexual, libertação do corpo e conflitos amorosos. O que me chama atenção é a imparcialidade de Louis Malle que tanto enxerga uma esperança promissora de um até então mundo conservador como também explora a conexão com o passado e com a necessidade que temos de preservar as memórias que nos remetem a algo que todos nós temos em comum: desassociar nossos mundos pessoais do mundo exterior e revivê-los para que lembramos o que um dia fomos e perdemos.