Cansada do isolamento, Christine - jovem presa a uma cadeira de rodas - decide mudar sua vida e embarca numa jornada à cidade de Lourdes, nos Pireneus, destino de peregrinação para milhares de pessoas em busca de um milagre.
Drama naquele ritmo europeu mais contido, mas não necessariamente frio. A fé como última esperança de pessoas desenganadas vivenciando situações aparentemente sem volta no que concerne às suas saúdes. O filme pode ser, ao mesmo tempo, uma ode à religiosidade ou uma crítica contumaz, dependendo do seu ponto de vista. Sylvie Testud entrega uma atuação comovente e o filme ainda traz Léa Seydoux bem jovem, antes de ficar conhecida mundialmente com Azul é a Cor Mais Quente. Um bom pequeno filme, que tem como "bônus" as locações de Lourdes e a arquitetura belíssima da Basílica da Imaculada Conceição, embora em imagens breves desta.
Filme repleto de bons momentos.Geralmente,esses filmes sobre religião consegue ser bastante emocionante desde os primeiros minutos.Aconteceu bem nesse aqui.Fora isso,temos uma mensagem de fé passada a cada segundo.A aventura da jovem protagonista é empolgante e rende muita emoção.
>Maratona Lea Seydoux - Assistido em 08 de Julho de 2021
- Imagine só se (o milagre) não durar. Seria tão cruel. Como Deus poderia fazer uma coisa dessas? - Se não durar, então não foi realmente um milagre, então Ele não está no comando. - Quem está então?
Até que ponto o ser humano necessita das religiões? Até que ponto a fé pode ser explorada e especulada? E por que e para que queremos nos curar? Esta pequena obra escrita e dirigida pela diretora austríaca Jessica Hausner discute estas questões e põe à prova o verdadeiro poder da fé curativa que existe dentro de nós.
Através de um grupo de peregrinos que vão a Lourdes – espécie de Meca católica no Vale dos Pirineus – numa romaria, Jessica faz um perfil interessantíssimo do ser humano.
Christine (a fantástica Sylvie Testud) é uma mulher extremamente dependente acometida de uma paralisia geral, que faz parte de um grupo de cura. Acompanhada de uma jovem enfermeira com os hormônios em ebulição e sua mãe, Christine em determinado ponto, confessa não ter muita fé católica e que as romarias são uma boa oportunidade para sair de casa e quebrar sua monótona rotina.
No entanto, Christine começa a movimentar-se e recuperar os movimentos das pernas e braços, tornando-se um símbolo de um milagre atribuído a Virgem Maria. O grupo, então, começa a questionar o merecimento da cura da mulher, e alguns até invejam a sua recuperação fazendo, deste jeito, um interessante painel do ser humano com suas idiossincrasias, virtudes e defeitos.
Jessica direciona todo o filme para a exploração do indivíduo sem abrir espaços para outras considerações de ordem espirituais ou místicas, centrando a narrativa apenas nas reações dos personagens do grupo. Há a rígida obreira chefa que sofre em silêncio, o padre que apenas repete os dogmas antiquados, as jovens obreiras ansiosas para dar uma escapadinha, os guardas aproveitadores, as idosas carolas que cuja principal função é criticar e etc.
Filmado inteiramente no santuário de Lourdes com o apoio da Igreja Católica, o filme apenas observa as pessoas com suas eternas deficiências morais e/ou físicas sem maiores questionamentos, trazendo à tona um curioso hábito bastante humano:
Estamos sempre à frente de nossos desejos, pois quando os realizamos, imediatamente substituímos por outros. É um eterno devir...
Drama naquele ritmo europeu mais contido, mas não necessariamente frio. A fé como última esperança de pessoas desenganadas vivenciando situações aparentemente sem volta no que concerne às suas saúdes. O filme pode ser, ao mesmo tempo, uma ode à religiosidade ou uma crítica contumaz, dependendo do seu ponto de vista. Sylvie Testud entrega uma atuação comovente e o filme ainda traz Léa Seydoux bem jovem, antes de ficar conhecida mundialmente com Azul é a Cor Mais Quente. Um bom pequeno filme, que tem como "bônus" as locações de Lourdes e a arquitetura belíssima da Basílica da Imaculada Conceição, embora em imagens breves desta.
A personagem principal é bem expressiva, mas vim pela Lea - que kd? O filme em si é meio chatinho...
Filme repleto de bons momentos.Geralmente,esses filmes sobre religião consegue ser bastante emocionante desde os primeiros minutos.Aconteceu bem nesse aqui.Fora isso,temos uma mensagem de fé passada a cada segundo.A aventura da jovem protagonista é empolgante e rende muita emoção.
>Maratona Lea Seydoux - Assistido em 08 de Julho de 2021
- Imagine só se (o milagre) não durar. Seria tão cruel. Como Deus poderia fazer uma coisa dessas?
- Se não durar, então não foi realmente um milagre, então Ele não está no comando.
- Quem está então?
Até que ponto o ser humano necessita das religiões? Até que ponto a fé pode ser explorada e especulada? E por que e para que queremos nos curar? Esta pequena obra escrita e dirigida pela diretora austríaca Jessica Hausner discute estas questões e põe à prova o verdadeiro poder da fé curativa que existe dentro de nós.
Através de um grupo de peregrinos que vão a Lourdes – espécie de Meca católica no Vale dos Pirineus – numa romaria, Jessica faz um perfil interessantíssimo do ser humano.
Christine (a fantástica Sylvie Testud) é uma mulher extremamente dependente acometida de uma paralisia geral, que faz parte de um grupo de cura. Acompanhada de uma jovem enfermeira com os hormônios em ebulição e sua mãe, Christine em determinado ponto, confessa não ter muita fé católica e que as romarias são uma boa oportunidade para sair de casa e quebrar sua monótona rotina.
No entanto, Christine começa a movimentar-se e recuperar os movimentos das pernas e braços, tornando-se um símbolo de um milagre atribuído a Virgem Maria. O grupo, então, começa a questionar o merecimento da cura da mulher, e alguns até invejam a sua recuperação fazendo, deste jeito, um interessante painel do ser humano com suas idiossincrasias, virtudes e defeitos.
Jessica direciona todo o filme para a exploração do indivíduo sem abrir espaços para outras considerações de ordem espirituais ou místicas, centrando a narrativa apenas nas reações dos personagens do grupo. Há a rígida obreira chefa que sofre em silêncio, o padre que apenas repete os dogmas antiquados, as jovens obreiras ansiosas para dar uma escapadinha, os guardas aproveitadores, as idosas carolas que cuja principal função é criticar e etc.
Filmado inteiramente no santuário de Lourdes com o apoio da Igreja Católica, o filme apenas observa as pessoas com suas eternas deficiências morais e/ou físicas sem maiores questionamentos, trazendo à tona um curioso hábito bastante humano:
Estamos sempre à frente de nossos desejos, pois quando os realizamos, imediatamente substituímos por outros. É um eterno devir...