Michel Marnet é um playboy francês que, durante um cruzeiro transatlântico, conhece a bela Terry McKay, uma mulher inteligente e sem preconceitos. Logo no primeiro encontro, ele se diz por ela apaixonado, mas ela o chama de um mulherengo convicto.
Não muito depois, entretanto, ela termina não resistindo ao seu charme e os dois iniciam uma amizade que logo evolui para um caso de amor. Numa das paradas do navio em uma ilha do Mediterrâneo, Michel apresenta Terry à sua querida avó Janou que, na ocasião, sente ser aquela jovem a mulher certa para seu neto. Na realidade, por baixo daquela máscara de playboy, ele é um homem bom e sensível.
Como cada um acha-se de uma certa forma comprometido com uma outra pessoa, ao término da viagem eles se comprometem a voltarem a se encontrar no topo do Empire State Building, em Nova York, seis meses depois. Esse é o tempo que precisam para resolverem suas respectivas vidas, bem como, para terem certeza de que a relação desenvolvida naquele cruzeiro não teria sido apenas algo passageiro. Assim, se um deles não comparecer ao encontro na data marcada, será tido como se aquela mágica viagem nunca tivesse ocorrido
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Assistindo simultaneamente, porem alternadamente, Love Affair, de 1939 e seu remake An Affair to Remember, de 1957, ambos mantém a mesma ideia e até mesmo a repetição dos diálogos, sendo a versão de 57 levemente, mas expandida com acréscimo de duração, a versão colorizada de 39 o aproxima ainda mais ao seu sucessor, tanto na qualidade técnica quanto no desempenho final… Tão lindo, comovente, trágico, dramático e romântico, a moda antiga… Fofo...
‘Duas vidas’ é o exemplar perfeito do cinema romântico da ‘velha Hollywood’, um filme estilizado, bonito, adorado pelos americanos, muito fotogênico, mas de teor trágico. Desde o início sabemos que o casal terá dificuldades – um playboy casado conhece uma ex-cantora que tem um namorado, em pleno cruzeiro transatlântico. Eles não podem trair – lembrando que o cinema nessa época era extremamente moralista, portanto, combinam uma data futura para o reencontro, depois das devidas separações. Mas, no dia marcado, uma fatalidade colocará a vida dos dois em jogo. A história pode soar conhecida para alguns – é o mesmo roteiro de ‘Tarde demais para esquecer’, de 1957, feito pelo mesmo diretor, Leo McCarey, que o recriou com mais romantismo e o fez colorido, trazendo para a cena Cary Grant e Deborah Kerr. E o filme também teve outro remake, em 1994, com o casal Warren Beatty e Annette Bening, no último trabalho de Katherine Hepburn, ‘Segredos do coração’.
O francês Charles Boyer está ok no papel principal, e Irene Dunne, uma das divas do cinema, interpreta muito bem uma mulher inteligente e à frente de seu tempo. Os apaixonados vão se encantar e torcer pelo casal.
Recebeu seis indicações ao Oscar – melhor filme, atriz para Irene, atriz coadjuvante para Maria Ouspenskaya, roteiro original, direção de arte e canção.
Ganhou edição especial em DVD pela Obras-primas do Cinema, numa cópia restaurada - na abertura fala-se da restauração, feita em 2020 pelo Museu de Arte Moderna, o MoMa, em parceria com a Lobster Films, a partir de uma cópia 35mm; essa é a cópia final desse belíssimo filme da RKO Pictures, um clássico notável. No DVD da OPC há dois extras especiais.
POR FELIPE BRIDA - BLOG CINEMA NA WEB
Filme delicioso! Iteme Dunne numa presenca quase celestial. Ótimo!!
Romance totalmente afiado e com momentos inspirativos.Continua tão atual e serve de inspiração até hoje.Existe pequenos momentos de comédia que não consegue atrapalhar o bom andamento do romance.
>Assistido em 18 de Junho de 2023
Acabei de rever mais uma vez e continua um belíssimo e tocante filme.
Vi pela primeira vez restaurado, antes havia visto apenas uma versão que não fazia justiça à beleza do filme. A restauração deixa o filme mais belo e tocante, fazendo com que eu visse detalhes que antes não poderia ver e muito desses detalhes estão na fotografia e na atmosfera monocromática do filme.
Irene Dunne é uma das minhas atrizes favoritas e também uma das que eu acho mais injustiçadas e a química dela com Charles Boyer é bem natural e convincente tanto que fizeram mais dois filmes: "E O Amor Voltou" e "Noite de Pecado", uma cómedia e um drama, mostrando a versatilidade de ambos.