Maurice Courtelin (Maurice Chevalier) é um pobre alfaiate parisiense que espera receber uma alta quantia em dinheiro que o Visconde Gilbert de Vareze (Charles Ruggles) o deve.
Sempre adiando o pagamento por estar sem dinheiro, o nobre visconde convida Maurice a passar um tempo com sua família e o apresenta como Barão.
Seu encanto surpreende e engana toda a família aristocrática.
A única a duvidar da nobreza do pobre rapaz é a Princesa Jeanette (Jeanette MacDonald), mas à medida que Maurice e Jeanette se conhecem a desconfiança da bela jovem vai dando lugar a uma paixão ardente.
Ama-me esta Noite é o mais aclamado musical do começo dos anos 30, marcado pela excelente direção de Rouben Mamoulian (Diretor de Sangue e Areia) e pela presença de músicas tão bem inseridas na película, que parecem fazer parte do próprio diálogo.
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Ode ao amor.
O amor que contagia. O amor que contamina.
As músicas, no geral, funcionam bastante. O maior dos sentimentos embala as canções e fortalece o tom encantador da história.
O filme é especial na forma em que rima as músicas e os diálogos. É formidável na forma como brinca com o som e, ainda mais, na escolha de alguns planos dignos de serem emoldurados.
Se 'Ama-me Esta Noite' tem uma forma cativante de abraçar o amor e um humor com momentos que hoje soam ingênuos — e obviamente também retrata um mundo com valores e formas de enxergar as relações muito diferentes, afinal de contas, o filme já tem quase 100 anos —, certamente, e com maior intensidade, o longa revela também um capricho em criar momentos mágicos e imagens inesquecíveis que pouquíssimo se veem hoje em dia.
Além disso, não posso deixar de citar, como o filme usa recursos de forma inteligente e muito eficaz. Vemos cenas nas quais o ritmo é acelerado e reduzido (câmera lenta e imagem acelerada) e figuras inanimadas ganhando protagonismo (e vida) em um momento de humor.
O longa não teme arriscar e usar muito a sua criatividade.
O que possui valor vence o tempo e a lógica mais esperada.
Se a arte conecta pessoas atravessando épocas e barreiras inimagináveis, o amor pode, consegue e deve fazer o mesmo.
Agradável filme que parece conter todos os ingredientes para as comédias românticas musicais dos 25 anos seguintes. Sempre me chama a atenção a falta de confiança em atores abaixo dos 30 anos nessa época, Chevalier, saudado no filme como "young man" já estava com 44 anos e a heroina Jeanette Macdonald cuja personagem tem 22, é uma atriz de 31 anos, assim como todos os adultos ao redor, os mais jovens na casa dos 30/50 anos.
As rimas são excelentes.
Comédia romântica que nos dias de hoje não tem como mais realizar.Além do ótimo texto,temos um filme muito bem estruturado nas categorias técnicas,algo que era bastante valorizado na época.
>Assistido em 28 de Maio de 2023
Ótimo timing de humor, super divertido. Atuações brilhantes, tanto os protagonistas como os vários secundários são muito bons.
Versão muzzzZZZZZical de "A Princesa e o Plebeu".