Nossa, que filme angustiante. Concordo com o comentário da Ana Luiza... "todas as personagens principais são igualmente horríveis - mesmo que cada uma à sua maneira". Talvez seja o retrato de uma época, mas ver as mulheres se prestando a papéis tão submissos me deu náuseas.
Assistindo a esse filme, eu só conseguia pensar na coragem que a Jean Rhys teve de ter ao contar sua história, porque mesmo sendo todas as personagens principais igualmente horríveis — mesmo que cada uma à sua maneira —, eu me peguei sentindo muita raiva da Marya, e não imagino que o público em geral da década de 1930 tenha sido muito mais simpático do que eu para com ela. No fim das contas, Marya é só uma mulher jovem e vulnerável que cai num ninho de cobras e se adapta para sobreviver, mas as escolhas que ela faz não inspiram simpatia alguma. Quanto ao filme em si, só quero relevar a performance de Maggie Smith, que foi um dos pontos altos do longa.
A produção é de uma beleza estonteante, cenários, fotografia, música, figurinos, tudo com a elegância que aqueles que já viram os filmes de James Ivory estão acostumados. O elenco também está afinadíssimo, com Maggie Smith em mais uma grande interpretação além de Isabelle Adjani, magnética e sempre excelente, transmitindo a complexidade de emoções que seu papel exige Mas o roteiro não funciona, não chega nunca a empolgar e ao final nos deixa indiferentes.
Bons atores, fotografia belíssima, montagem excelente. Porém, o roteiro fica distante do espectador e não tem nada marcante.
Retrato da vida amorosa de Paris do Entre Guerras. Momento de desencanto do mundo.
Nossa, que filme angustiante.
Concordo com o comentário da Ana Luiza... "todas as personagens principais são igualmente horríveis - mesmo que cada uma à sua maneira".
Talvez seja o retrato de uma época, mas ver as mulheres se prestando a papéis tão submissos me deu náuseas.
Assistindo a esse filme, eu só conseguia pensar na coragem que a Jean Rhys teve de ter ao contar sua história, porque mesmo sendo todas as personagens principais igualmente horríveis — mesmo que cada uma à sua maneira —, eu me peguei sentindo muita raiva da Marya, e não imagino que o público em geral da década de 1930 tenha sido muito mais simpático do que eu para com ela. No fim das contas, Marya é só uma mulher jovem e vulnerável que cai num ninho de cobras e se adapta para sobreviver, mas as escolhas que ela faz não inspiram simpatia alguma.
Quanto ao filme em si, só quero relevar a performance de Maggie Smith, que foi um dos pontos altos do longa.
A produção é de uma beleza estonteante, cenários, fotografia, música, figurinos, tudo com a elegância que aqueles que já viram os filmes de James Ivory estão acostumados. O elenco também está afinadíssimo, com Maggie Smith em mais uma grande interpretação além de Isabelle Adjani, magnética e sempre excelente, transmitindo a complexidade de emoções que seu papel exige Mas o roteiro não funciona, não chega nunca a empolgar e ao final nos deixa indiferentes.