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Segunda Guerra Mundial, ocupada a União Soviética. István Semetka é um simples fazendeiro que serve como subtenente em uma unidade especial de reconhecimento de grupos partidários. Quando seu comandante é morto, Semetka precisa superar seus medos e assumir o comando da unidade enquanto é arrastado para um caos que não pode controlar. Baseado no romance homônimo de Pál Závada.
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Indicado ao Urso de Ouro e vencedor do Prêmio de Melhor Diretor no Festival de Berlim. Fui assistir pensando que ia gostar bem menos do que acabei gostando. Apesar do ritmo o filme passou muito rápido para mim. O prêmio de melhor diretor se justifica, imagens lindíssimas. Em um mundo onde os horrores mostrados no filme ainda são bem costumeiros (não vamos esquecer o Massacre de Odessa inclusive celebrado por alguns políticos ucranianos que continuam no poder) é interessante ver o personagem preservando sua humanidade se mantendo distante de tudo que está acontecendo ao redor dele, me identifiquei em vários níveis com o personagem. A falta de diálogo, para mim, ajudou a manter o clima do filme: denso, claustrofóbico e desumanizador. Um filme que me entregou mais do que prometia.
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A frieza e brutalidade da guerra sob o olhar incrédulo e apático de um homem que transparece humanidade apesar de toda barbárie que o ronda. Enquanto sua sanidade é sugada pelo conflito, o conformismo perante situações incontroláveis e inevitáveis acaba se tornando algo inerente ao próprio ser. Não há espaço para redenção nem glória aqui.
Apesar de não ser um filme muito fluido e pecar ao não tentar retratar um contexto histórico de forma mais clara “Luz Natural” é bem dirigido e visualmente impecável. Sua abordagem intimista dá fôlego a uma história que passa sua mensagem (mesmo esta já bastante condicionada) e mostra que o gênero pode e deve explorar mais formas de contar sua história.
O título do filme está longe de ser casual: ainda que não seja pronunciado no filme, deixa evidente que o grande chamariz desta obra é mesmo a sua acachapante fotografia, que homogeneiza tudo em relação aos uniformes cáquis dos soldados húngaros. Mas, afora isso, os diálogos esparsos e a narrativa vaga, sem novidade em relação ao que já vimos em inúmeras narrativas de guerra, faz com que o filme como um todo confunda-se com o olhar perenemente apático do protagonista. Ok, sua interpretação tem algo de denso, no que tange à consciência da desumanização programada em curso, mas o roteiro para repisar situações que já vimos em filmes muitíssimo mais contundentes como VÁ E VEJA e PLATOON. Achei, inclusive, que o prêmio de Melhor Direção no Festival de Berlim incorreu numa hiperestimação. Mas é um filme que possui momentos de válido esplendor - e uma crença legítima dos afetos que provêm dos relatos! (WPC>)