Dirigido por
Data de lançamento
13 Abril 2014Duração
Criada por Matthew Weiner, roteirista e produtor de Família Soprano (The Sopranos), a série vai ao ar pelo canal AMC. A história se passa em 1960, na fictícia agência de publicidade Sterling Cooper. O foco da trama está na vida do publicitário Donald Draper e nas pessoas fazem parte de sua vida dentro e fora do escritório, além de mostrar as mudanças de comportamento da "América dos anos 60".
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Estava com medo de chegar ao último episódio, pois a gente vai se apegando aos personagens e história. E já estava achando que iriam estragar tudo (como já aconteceu em diversas séries) mas não, digamos que os últimos 5 minutos salvaram de um final ruim que já é melancólico por si só pra quem curte a série. Irei rever algum dia.
"Coca é o que o mundo quer hoje."
Que série mais emblemática! Nunca assisti algo com tanto conteúdo e mensagem de efeito. Tudo foi muito bem elaborado, mas acredito que se apressaram muito para o final, deixando algumas pontas soltas. O Don é aquele cara que a gente julga, julga, mas depois perdoa numa boa. O desenrolar desse personagem foi do sonho ao declínio em fração de segundos. No fim, vale ressaltar esse maravilhoso figurino e direção de roteiro, que fizeram jus à tantas premiações!
Por um momento essa série me influenciou a fazer comunicação (ainda bem que não fui, sou muito tímido hehe). Mas é uma série de época fantástica em diversos sentidos, visualmente, musicalmente, enredo, personagens, principalmente personagens, no inicio você odeia o Don, Pete e outros, mas na verdade são pessoas como nós que carregamos defeitos e qualidades, traumas e felicidades. Deixo aqui uma das citações mais lindas e emocionantes que já ouvi: “Nostalgia – é delicada, mas potente. Teddy me disse que em grego nostalgia significa literalmente “a dor de uma ferida antiga”. É uma pontada no seu coração muito mais poderosa do que apenas a memória. Este dispositivo não é uma nave espacial, é uma máquina do tempo. Vai para trás e para frente… nos leva a um lugar onde ansiamos por voltar novamente. Não se chama roda, chama-se carrossel. Permite-nos viajar da mesma forma que uma criança viaja – dando voltas e mais voltas, e de volta para casa, para um lugar onde sabemos que somos amados.”
Mad Men se passa em uma época onde o tabagismo não era tratado como questão de saúde e sim demonstração de luxo, poder e estilo. Essa danada da publicidade e suas mágicas de convencimento. Trabalho, casa, casa e trabalho, em meio a essa rotina e entre erros e acertos vamos descobrindo a vida como ela é através do diálogo e olhar de cada personagem, existem tantos personagens interessantes, mas em especial há dois que se destaca que são Peggy Olson e Don Draper a discípula e o mestre. Don está mais para um 007 do mundo dos negócios, o cafajeste romântico que iludi e partir o coração das meninas, o cara de personalidade forte que mesmo estando na ruína sempre tem a capacidade de se reconstruir, é nesse ciclo repetitivo que ele sempre tenta encontrar o caminho para descobrir qual é a sua verdadeira identidade. Peggy a aluna que tenta superar o professor e que vai ganhando cada vez mais espaço no mundo da publicidade, e assim como outras mulheres tendo que lhe dar com o machismo velado. Não importa o que aconteça, ela sempre vai se reinventar e contagiar o ambiente com a sua presença, inteligencia e claro, ideias, muitas ideias.
4 coisas que me lembrarei dessa série
.“Basta pensar nisso profundamente, então esqueça-o completamente e de repente a ideia irá bater em seu rosto”.
. O número de casamentos desfeitos ao longo da série só perde para o número de cigarros fumados.
. Os cenários e os figurinos são um dos mais caprichados que eu já vi em uma série visualmente você vê como era a elegância dos anos 60,70.
. O trabalho e bom para a dignidade, mas a lição que fica e que quando não tem um equilíbrio entre trabalho e família e não se sabe conciliar as duas coisas isso pode gerar um grande problema.
Mad Men e a propaganda da realidade do dia a dia. A ilusão de vender a felicidade para os outros e não ser feliz com sua própria vida é uma grande ironia.