pro tio sam, amor se torna mais que sentimento, vira capital de alto risco e grandes oscilações. Beijos e arquitetura que especulam tentando separar o vigarista do otário, mas nesse jogo, há alguém que seja apenas um?
No meio das mentiras, da impulsivadade e da luzes de neon, ainda havia algo de amor e proteção que os guardava de serem totalmente consumidos.
Os mais sábios entendiam que os que queriam demais e comiam além do devido sempre vomitavam, e depois buscavam descansar longe de tudo, arrependidos, querendo morrer abraçando alguma verdade.
Acho que o final pode funcionar como uma provocação ou uma constatação. Você é/foi o tipo de pessoa que sairia do carro, ou iria se contentar?
<blockquote>Se o século XIX foi do imperialismo, espere pra ver o XXI.</blockquote>
- até então, acredito que pra mim esse tenha sido o mais palatável do diretor, o que não diminui a qualidade, pelo contrário inclusive - vai mais direto ao ponto, mas ainda tem suas complexidades, sobretudo com os sentimentos dos personagens - os quatro amigos são ótimos protagonistas, cada um com suas características marcantes bem trabalhadas, muito bem usadas em conjunto, mas quando o grupo se separa e é cada um por si é que mostra quem realmente são - peixe vermelho, o lider, filho do rico safado que deve a máfia e que é o que faz a trama se movimentar. ele que da as ordens e comanda a turma, mas sua relação com o pai o molda e o abala na mesma medida - hong kong, o gostosão pegador, usado para atrair as mulheres e para fazer seu charme, a cena em que as 3 mulheres fazem com ele o que os amigos faziam com as outras é impagável - pequeno buda, a figura exótica, o porra louca, só quer aproveitar a vida e ficar por cima, se utiliza de sua peculiaridade e atuação para enganar os outros, quer comandar, mas sera que consegue? - luen-luen, o novato e pau para toda obra, é um faz tudo e que lida com o serviço braçal, mas é o verdadeiro coração por trás do bando e do filme
Presente e Futuro se misturando, conhecendo seus valores, destruindo-os e por fim voltando ao sua essência e a criação de novos conceitos. Edward Yang pouco conhecido e seu trabalho não é muito bem entendido, fato é que não podemos referir-nos aos seus filmes sem usar o termo “OBRA”, pois o que vemos em MAHJONG só pode ser definido desta forma.
Não é o melhor do Edward Yang, mas traz algumas reflexões interessantes, como noutros filmes, sobre o niilismo. Principalmente o comportamento de Cheng, que é um filho ressentido com o pai, e se torna pior que ele. A distância entre a câmera e os personagens sempre foi uma característica que apreciei no Edward Yang, e nesse filme foi vital para contar a história.
pro tio sam, amor se torna mais que sentimento, vira capital de alto risco e grandes oscilações. Beijos e arquitetura que especulam tentando separar o vigarista do otário, mas nesse jogo, há alguém que seja apenas um?
No meio das mentiras, da impulsivadade e da luzes de neon, ainda havia algo de amor e proteção que os guardava de serem totalmente consumidos.
Os mais sábios entendiam que os que queriam demais e comiam além do devido sempre vomitavam, e depois buscavam descansar longe de tudo, arrependidos, querendo morrer abraçando alguma verdade.
Acho que o final pode funcionar como uma provocação ou uma constatação. Você é/foi o tipo de pessoa que sairia do carro, ou iria se contentar?
<blockquote>Se o século XIX foi do imperialismo, espere pra ver o XXI.</blockquote>
- até então, acredito que pra mim esse tenha sido o mais palatável do diretor, o que não diminui a qualidade, pelo contrário inclusive
- vai mais direto ao ponto, mas ainda tem suas complexidades, sobretudo com os sentimentos dos personagens
- os quatro amigos são ótimos protagonistas, cada um com suas características marcantes bem trabalhadas, muito bem usadas em conjunto, mas quando o grupo se separa e é cada um por si é que mostra quem realmente são
- peixe vermelho, o lider, filho do rico safado que deve a máfia e que é o que faz a trama se movimentar. ele que da as ordens e comanda a turma, mas sua relação com o pai o molda e o abala na mesma medida
- hong kong, o gostosão pegador, usado para atrair as mulheres e para fazer seu charme, a cena em que as 3 mulheres fazem com ele o que os amigos faziam com as outras é impagável
- pequeno buda, a figura exótica, o porra louca, só quer aproveitar a vida e ficar por cima, se utiliza de sua peculiaridade e atuação para enganar os outros, quer comandar, mas sera que consegue?
- luen-luen, o novato e pau para toda obra, é um faz tudo e que lida com o serviço braçal, mas é o verdadeiro coração por trás do bando e do filme
Presente e Futuro se misturando, conhecendo seus valores, destruindo-os e por fim voltando ao sua essência e a criação de novos conceitos. Edward Yang pouco conhecido e seu trabalho não é muito bem entendido, fato é que não podemos referir-nos aos seus filmes sem usar o termo “OBRA”, pois o que vemos em MAHJONG só pode ser definido desta forma.
Não é o melhor do Edward Yang, mas traz algumas reflexões interessantes, como noutros filmes, sobre o niilismo. Principalmente o comportamento de Cheng, que é um filho ressentido com o pai, e se torna pior que ele. A distância entre a câmera e os personagens sempre foi uma característica que apreciei no Edward Yang, e nesse filme foi vital para contar a história.