Confesso que não sei quem é Mahler já que o mundo da música clássico pouquíssimo me interessa ( costumo achar um porre musicalmente bem como o período retratado) . Dito isto, seguirei sem saber quem ele foi e o que fez mas sai maravilhado com a concepção de biografia proposta por Russel. Uma grande viagem à alma do artista com uma fotografia deslumbrante.
"Por que não lombrigas?" A única legenda disponível é estupidamente traduzida do espanhol para o português de Portugal. Mas isso torna a experiência muito mais incrível. Altamente recomendado para os fãs do jovem Mahler, meu compositor, e da minha família inteira, favorito. Cresci ouvindo a quarta sinfonia e com 8 anos já sabia tocar as principais partes no oboé. As vezes divago que sou a própria reencarnação de Mahler, sinto que ele está vivo em alguma época e as suas emoções me afetam, sinto até os socos da sua morte atingirem meu estômago. Eu e Mahler somos um só, ele um compositor judeu numa Europa antissemita e eu um compositor mórmon no sertão nordestino. Quem assiste esse filme está assistindo a mim... Choro escrevendo isso...
Inevitavelmente algumas pessoas em suas ânsias por fazerem análises rasas do conteúdo de uma obra, deixarão de lado algo indubitavelmente necessário para a compreensão deste longa: ele fala sobre relações de poder, sejam elas entre idades, entre gêneros ou entre religiões. Fora isso, que divino é poder contemplar essa preciosidade repleta de poesia e uma implacável fotografia, além de uma trilha sonora perfeita, com as composições de Gustav Mahler (boa parte con contribuições de sua injustiçada mulher)
Confesso que não sei quem é Mahler já que o mundo da música clássico pouquíssimo me interessa ( costumo achar um porre musicalmente bem como o período retratado) . Dito isto, seguirei sem saber quem ele foi e o que fez mas sai maravilhado com a concepção de biografia proposta por Russel. Uma grande viagem à alma do artista com uma fotografia deslumbrante.
"Por que não lombrigas?"
A única legenda disponível é estupidamente traduzida do espanhol para o português de Portugal. Mas isso torna a experiência muito mais incrível.
Altamente recomendado para os fãs do jovem Mahler, meu compositor, e da minha família inteira, favorito. Cresci ouvindo a quarta sinfonia e com 8 anos já sabia tocar as principais partes no oboé.
As vezes divago que sou a própria reencarnação de Mahler, sinto que ele está vivo em alguma época e as suas emoções me afetam, sinto até os socos da sua morte atingirem meu estômago. Eu e Mahler somos um só, ele um compositor judeu numa Europa antissemita e eu um compositor mórmon no sertão nordestino. Quem assiste esse filme está assistindo a mim... Choro escrevendo isso...
Inevitavelmente algumas pessoas em suas ânsias por fazerem análises rasas do conteúdo de uma obra, deixarão de lado algo indubitavelmente necessário para a compreensão deste longa: ele fala sobre relações de poder, sejam elas entre idades, entre gêneros ou entre religiões. Fora isso, que divino é poder contemplar essa preciosidade repleta de poesia e uma implacável fotografia, além de uma trilha sonora perfeita, com as composições de Gustav Mahler (boa parte con contribuições de sua injustiçada mulher)
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Ah, a música...inebriante.