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Nesta adaptação do romance de Françoise Sagan "Aimez Vous Brahms?", Paula (Ingrid Bergman) é uma bela e bem sucedida decoradora de 40 anos. Perdidamente apaixonada por Roger (Yves Montand), aquele que é seu companheiro por mais de cinco anos. Roger é o típico galã, que apesar de amar Paula, não quer deixar sua liberdade. Paula então conhece o jovem Philip (Anthony Perkins), um advogado imaturo filho de uma de suas clientes, que rapidamente se encanta com a elegância de Paula.
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Paula não sofre por falta de amor romântico no sentido convencional. Ela sofre por ocupar um lugar emocionalmente precário. Sua relação com Roger é chamada de “livre”, mas essa liberdade é estruturalmente desigual. Roger ama Paula apenas até o ponto em que ela não exige transformação dele. Roger circula pelo mundo com uma espécie de leveza masculina. Existe nela uma forma de espera sedimentada, uma experiência longa de adaptação ao incompleto. O relacionamento produz um curioso estado de suspensão: nem ruptura, nem permanência plena. O filme nunca transforma Philip numa solução limpa para Paula... ele aparece como possibilidade de recomeço, mas um recomeço carregado de instabilidade desde o início.
A repetição entre o início e o final produz uma sensação difícil de localizar emocionalmente. Não chega a ser desespero. Há algo mais frio nisso. Uma circularidade sem catarse. O filme termina com o mesmo arranjo. Paula retorna ao ponto de origem carregando uma experiência que não consegue integrar completamente à própria vida. A última cena também possui uma crueldade silenciosa porque quase nada acontece. A expressão dela é difícil de nomear justamente porque o filme evita emoções conclusivas. Não há choro libertador nem revolta tardia.
Uma vez escutei de uma pessoa: "Nós só temos o amor que achamos que merecemos ter".
Isso resume este filme e resume todos os relacionamentos humanos.
Ingrid Bergman é uma estrela de primeira grandeza!
As escolhas, às vezes, são difíceis
Me pergunto se ela fosse mais nova, ficaria com o Philip?! Porque quando ele estava descendo as escadas para ir embora, ela só gritava que era mais velha. Ainda que pelo visto o amor da vida dela era o Roger
Me surpreendi com o final do filme, pensei que fosse ser bem romântico mas foi realista. Filme legal, Ingrid sempre adorável ela ilumina a tela
Co-produção franco-americana indicada a 2 categorias no Festival de Cannes: Palma de Ouro de melhor filme e vencedor do prêmio de melhor ator, Anthony Perkins (1932-1992), no mesmo festival. Este drama romântico, produzido em preto e branco, foi baseado no romance "Aimez-vous Brahms?/Você gosta de Brahms?", de Françoise Sagan (1935-2004). Foi refeito como 40 Quilates (73), com jovem pretendente mais atraente do que Perkins.
A linha de Phillip, "Tudo é o melhor neste melhor de todos os mundos possíveis", é de "Candide", de Voltaire. A aparição não creditada de Yul Brynner se deve ao fato de ele estar em uma missão fotográfica. Ele havia trabalhado com o diretor Anatole Litvak no ano anterior em "The Journey", e o assunto de sua câmera era Ingrid Bergman. Diahann Carroll aparece cantando a canção-tema inspirada em Brahms.
É um pouco melodramático e excessivamente longo, mas ainda é um romance agradável e divertido, graças em grande parte a uma performance carismática de Anthony Perkins, sempre com seu jeito suspeito e inconfundível. Novela de alta classe com a belíssima Ingrid Bergman (1915-1982), elegantemente vestida e cada vez mais penteada e maravilhosa, sempre foi destaque em seus filmes. Yves Montand (1921-1991), um homem solitário e intrigante, típico galã francês, completa o trio de forma eficaz.