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Data de lançamento
17 Julho 2002Duração
Após um acidente tóxico ter ocorrido próximo de uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos, várias aranhas venenosas são expostas à radiação e crescem em proporções monstruosas, ameaçando toda a população local.
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Esse filme marcou a minha infância — sempre que passava no Sbt, eu assistia. Decidi me arriscar e rever depois de vários anos; não acho tão bom quanto achava quando criança, mas também não considero tão ruim quanto sua reputação.
O roteiro é razoável e sem novidades. Por ser uma produção de terror voltada para o público infantil e adolescente, o filme tem suas limitações devido à ausência de gore e nudez, mas acaba se saindo bem em alguns momentos. A cena das aranhas saindo da boca do cara é bem tensa, destaque para a melhor cena do filme, que é das aranhas gigantes perseguindo os motoqueiros, que é pura adrenalina. Nem tudo funciona: a cena do gato, por exemplo, é bastante besta e cartunesca.
No elenco, David Arquette entrega, como sempre, um protagonista carismático. Kari Wuhrer — minha eterna musa de Anaconda (1997) — está muito bonita como a xerife e mocinha da trama. Tem também a Scarlett Johansson antes da fama, interpretando a filha adolescente dela. O Cgi das aranhas é ótimo para a época e, surpreendentemente, envelheceu bem e não ficou datado.
É um entretenimento assistível para quem não for exigente.
Clássico da era dos DVDs!!
Filme B consciente do que é. Abraça o absurdo e entrega diversão sem vergonha, com efeitos práticos simpáticos e humor involuntário.
Mesmo sendo “zoado” é o melhor filme de aranha pra mim.
É bobo, não se encaixa tão bem no gênero terror e nem dá pra dizer que é um trash raíz, afinal teve um orçamento até generoso, mas eu adoro e acho divertido, principalmente pela nostalgia. Vi diversas vezes com amigos durante minha adolescência.
21-09-2025 - Revisto
QUE FILME LEGAL
Há quem diga que o medo é irracional, mas é difícil manter a compostura quando o chão treme sob patas demais. O que fazer quando as aranhas deixam de ser criaturas discretas, escondidas nos cantos, e se transformam em monstros de várias toneladas, atravessando o deserto como tanques, com o mesmo apetite e nenhuma sutileza? Eight Legged Freaks não pede licença: chega, invade a cidade, escala paredes e faz da devastação uma comédia. O enredo é tão simples quanto delicioso: lixo tóxico, aranhas radioativas e um desfile de aracnídeos do tamanho de SUVs. Não há nenhuma intenção de parecer plausível — e isso é ótimo. Se existe alguma lógica aqui, é a de que quanto mais absurda for a premissa, maior será o prazer. O filme entende isso e se entrega com gosto, sem medo de parecer bobo. Afinal, quem precisa de realismo quando se tem uma tarântula do tamanho de uma caminhonete saltando sobre um centro comercial?
O charme está justamente nesse exagero: uma cidade decadente, uma mina abandonada, personagens típicos — o radialista conspiracionista, o garoto que sabe tudo sobre aranhas, o herói que volta pra casa, a xerife solteira com filhos adolescentes. É quase um catálogo de clichês, embalado com aquele tom irreverente que transforma tudo em diversão. O roteiro não quer que você pense demais, só quer que assista à destruição metódica e se divirta vendo motos fugindo de aracnídeos, personagens cercados por teias e adolescentes sendo resgatados no último segundo.
As aranhas são um espetáculo à parte: tem pra todos os gostos. As que cavam armadilhas subterrâneas, as que saltam de emboscada, as que simplesmente esmagam tudo pelo caminho. A variedade é quase educativa, se você ignorar que tudo aqui é filtrado pelo CGI de 2002 — aquele charme duvidoso que hoje provoca mais sorrisos do que arrepios. E talvez esse seja o ponto: ao contrário de Aracnofobia, onde o terror vem do pequeno e invisível, que fazia você olhar duas vezes pro sapato, Eight Legged Freaks aposta na escala: quanto maior, melhor. Aranhas gigantes não causam medo; causam sorrisos. Porque, no fundo, quem não quer ver um aracnídeo do tamanho de um caminhão sendo atropelado por uma moto?
Ninguém está aqui pelo drama humano — e o filme sabe disso. O romance, as tensões familiares, os ressentimentos da cidade prestes a falir: tudo funciona como pano de fundo para o verdadeiro espetáculo. O que importa mesmo é o ataque em massa, as explosões na mina, o tiroteio no centro comercial e aquela noite em que as ruas se transformam num caos aracnídeo. A graça está em ver como cada personagem improvisa com o que tem à mão: paus, carros, armas ou a própria coragem. Não há grandes sacrifícios ou heroísmos memoráveis, mas há uma cidade inteira que se recusa a ser devorada sem luta — e só isso já rende um bom entretenimento.
No fim, Eight Legged Freaks é uma lembrança saborosa de um tipo de cinema cada vez mais raro: o filme-catástrofe que não se leva a sério, que entende sua própria tolice e se diverte com ela. Não tem pretensão, não quer ser mais do que é — e talvez, justamente por isso, funcione tão bem. A cidade parece pequena, as aranhas são enormes, mas o filme encontra um equilíbrio improvável entre paródia e homenagem. No final, sobra a certeza: não é uma obra-prima, não é uma revolução… mas, como uma boa teia, te prende ali, satisfeito, até o último fio.