Curiosamente, lembro que na época eu preferia a reprise da Malhação 2000 no Viva do que essa que passava na Globo, embora ambas fossem escritas e dirigidas pelos mesmo autor e diretor. Só anos depois passei a desenvolver uma vontade de assistir ela, quando já era grande (por assistir não sendo mais um adolescente, não tive paciência pra muitas cenas rsrsrs)
Como pontos que percebi de diferença é que o Jacobina, após passar uma década trabalhando em conjunto com o Lombardi, adquiriu uma forma mais madura de escrita e tbm similar ao desse. E isso foi muito bom, uma vez que os mesmos entrechos de picuinha de adolescentes por si só já demonstrava desgaste. Ele ainda continuou tratando um tanto quanto raso o merchan social, mas dessa vez ele passou a incrementar histórias policiais, temas mais pesados (a trama da Raquel msm, super pesada e bem conduzida pro horário). Começou a trazer temas mais adultos pra essa temporada, que por sinal já estava de maior tbm (18ª temporada kkkk)
Mesmo não tendo praticamente atores adolescentes (o elenco em sua maioria era 20+), esses não fizeram feio, sendo uma escolha acertada. A trilha sonora é boa, as cenas são bem feitas, e a temática principal das classes sociais foi bem abordada (notando-se na abertura, nas passagens de cena, nos cenários e nos figurinos). Falando em cenário, a arquitetura do colégio sempre achei muito moderna e elegante, diferente de qualquer escola que já tenha visto.
Quanto aos personagens, gostei do Pedro e da Catarina e das suas respectivas famílias. O trio de amigas Lorelai, Cat e Babi. A história do Maicon e da Babi acho que enrolam demais, mas é inegável a química deles. A República, mesmo não sendo a mesma dos tempos do Múltipla Escolha, ainda diverte (as cenas com o Dodói são muito engraçadas, embora ache que ele podia ter tido um final melhor) e até mesmo o núcleo do colégio (amo quando eles tão discutindo qualquer tema e corta pra eles em diferentes grupos, em diferentes cenários dando a sua opinião kkkkk). A ótima abordagem quanto ao câncer de mama também foi um ponto a favor, bem explicadinho e detalhado (acredito que o único merchan bem feito). O Lúcio, um vilão odioso e que aos poucos, vai se revelando um mal-caráter sem qualquer escrúpulos
(Quem diria que ele se tornaria um traficante e que estaria nos principais conflitos da trama, o do Théo e o da Raquel)
Agora como pontos negativos sem dúvidas é a representatividade racial. Além de poucos atores negros tinha a hipersexualização do Maicon (toda hora aparecendo sem camisa, toda hora uma mulher tarando ele, dava um mês com uma e já aparecia outra no lugar pra repetir a mesma história. Sem dúvidas, total influência do Lombardi). Além de chatas eram pura enrolação, dá pra pular todas sem dó na consciência e sem comprometer o entendimento. Tbm não gostei da condução da Anjinha, após aprontar barbaridades a personagem, que era forte, vai perdendo fôlego e vira praticamente elenco de apoio. Mesma coisa com o Cadu, o Arthur, o Rafael. Enfim, personagens mal aproveitados. Aquela lenga lenga do Pedro atrás da Raquel também outra coisa irritante de se ver (o desenrolar da trama até que foi bom, cheia de suspense, mas a chatice do Pedro ninguém aguentava). Outra coisa que eu tbm não engolia era a Catarina ajudando a Raquel (salvo os momentos que envolviam o Rique) depois dela ter aprontado e provocado tanto a irmã.
Enfim, pra quem ainda for adolescente é válido acompanhar, os capítulos não duram meia hora e a história é bem dinâmica, além de ganhar tons de suspense depois que a Raquel entra.
Boa a ideia de miscigenação social. Pena que não houve miscigenação racial. Vendo hj escancara o quanto a Globo contribui muito para o racismo estrutural
Curiosamente, lembro que na época eu preferia a reprise da Malhação 2000 no Viva do que essa que passava na Globo, embora ambas fossem escritas e dirigidas pelos mesmo autor e diretor.
Só anos depois passei a desenvolver uma vontade de assistir ela, quando já era grande (por assistir não sendo mais um adolescente, não tive paciência pra muitas cenas rsrsrs)
Como pontos que percebi de diferença é que o Jacobina, após passar uma década trabalhando em conjunto com o Lombardi, adquiriu uma forma mais madura de escrita e tbm similar ao desse. E isso foi muito bom, uma vez que os mesmos entrechos de picuinha de adolescentes por si só já demonstrava desgaste. Ele ainda continuou tratando um tanto quanto raso o merchan social, mas dessa vez ele passou a incrementar histórias policiais, temas mais pesados (a trama da Raquel msm, super pesada e bem conduzida pro horário). Começou a trazer temas mais adultos pra essa temporada, que por sinal já estava de maior tbm (18ª temporada kkkk)
Mesmo não tendo praticamente atores adolescentes (o elenco em sua maioria era 20+), esses não fizeram feio, sendo uma escolha acertada.
A trilha sonora é boa, as cenas são bem feitas, e a temática principal das classes sociais foi bem abordada (notando-se na abertura, nas passagens de cena, nos cenários e nos figurinos). Falando em cenário, a arquitetura do colégio sempre achei muito moderna e elegante, diferente de qualquer escola que já tenha visto.
Quanto aos personagens, gostei do Pedro e da Catarina e das suas respectivas famílias. O trio de amigas Lorelai, Cat e Babi. A história do Maicon e da Babi acho que enrolam demais, mas é inegável a química deles. A República, mesmo não sendo a mesma dos tempos do Múltipla Escolha, ainda diverte (as cenas com o Dodói são muito engraçadas, embora ache que ele podia ter tido um final melhor) e até mesmo o núcleo do colégio (amo quando eles tão discutindo qualquer tema e corta pra eles em diferentes grupos, em diferentes cenários dando a sua opinião kkkkk).
A ótima abordagem quanto ao câncer de mama também foi um ponto a favor, bem explicadinho e detalhado (acredito que o único merchan bem feito).
O Lúcio, um vilão odioso e que aos poucos, vai se revelando um mal-caráter sem qualquer escrúpulos
(Quem diria que ele se tornaria um traficante e que estaria nos principais conflitos da trama, o do Théo e o da Raquel)
Agora como pontos negativos sem dúvidas é a representatividade racial. Além de poucos atores negros tinha a hipersexualização do Maicon (toda hora aparecendo sem camisa, toda hora uma mulher tarando ele, dava um mês com uma e já aparecia outra no lugar pra repetir a mesma história. Sem dúvidas, total influência do Lombardi). Além de chatas eram pura enrolação, dá pra pular todas sem dó na consciência e sem comprometer o entendimento.
Tbm não gostei da condução da Anjinha, após aprontar barbaridades a personagem, que era forte, vai perdendo fôlego e vira praticamente elenco de apoio. Mesma coisa com o Cadu, o Arthur, o Rafael. Enfim, personagens mal aproveitados.
Aquela lenga lenga do Pedro atrás da Raquel também outra coisa irritante de se ver (o desenrolar da trama até que foi bom, cheia de suspense, mas a chatice do Pedro ninguém aguentava). Outra coisa que eu tbm não engolia era a Catarina ajudando a Raquel (salvo os momentos que envolviam o Rique) depois dela ter aprontado e provocado tanto a irmã.
Enfim, pra quem ainda for adolescente é válido acompanhar, os capítulos não duram meia hora e a história é bem dinâmica, além de ganhar tons de suspense depois que a Raquel entra.
Visto no Globoplay: 17|11|2024.
Boa a ideia de miscigenação social. Pena que não houve miscigenação racial. Vendo hj escancara o quanto a Globo contribui muito para o racismo estrutural
Uma das poucas temporadas que vi, e eu amava a Catarina e o Pedro
Foi uma boa temporada. Eu só não ia com a cara da Catarina.
Foi a melhor temporada , os temas abordado , o elenco. Tipo: até parecia uma novela das nove .
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