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Data de lançamento
13 Out. 2016Duração
O jovem Max McGrath (Ben Winchell) descobre que seu corpo pode gerar uma poderosa energia, e ele deve unir-se com o único ser capaz de conter esta energia: um misterioso extraterrestre tecno-orgânico chamado Steel. Unidos como o super-herói Max Steel, os dois amigos devem combater uma ameaça alienígena e desvendar os segredos do seu passado.
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Revi esse filme recentemente e continuo com a mesma opinião de quando o vi pela primeira vez em 2017. Está muito longe de ser a bomba que a crítica pintou na época. É claro, não espere uma superprodução da Marvel ou uma trama incrível, mas como entretenimento descompromissado, ele cumpre muito bem o papel.
A história é o clichê do clichê? Sim. É genérica e previsível? Com certeza. Mas existe um charme nessa simplicidade. O filme tem um ritmo muito bom, não se alonga desnecessariamente e a ambientação é bem feita. Embora a armadura demore a aparecer (ficando reservada mais para o ato final), a jornada de descoberta do Max é legal de acompanhar.
O grande destaque, para mim, continua sendo o Steel. A dinâmica dele com o Max é divertida e o robozinho é muito carismático — dá vontade de ter um igual em casa! Os atores estão bem e entregam atuações honestas para a proposta do filme.
MAX STEEL
Direção: Stewart Hendler
Ano: 2016
Assistido em: 19/10/2025
Às vezes eu sinto que fui o único menino dos anos 1990/2000 que nunca ligou muito para o personagem Max Steel. Eu com certeza era o público-alvo desse brinquedo, mas nunca fui muito chegado à figura dele e ao seu universo. Sempre enxergava o Max como uma espécie de Barbie para meninos. Por isso, nunca nem tive um boneco. Mesmo quando a animação passava na Record, no extinto programa infantil da Eliana, eu não dava muita importância, assistindo bem esporadicamente, logo, meu conhecimento do personagem é precário, vindo apenas de episódios esparsos que cheguei a ver.
Decidi assistir a este filme porque ele é tão execrado na comunidade cinematográfica que eu precisava conferir por conta própria. E, para minha surpresa, o filme não é tão ruim assim. Baseado num reboot que o personagem sofreu nos anos 2010, ele traz uma roupagem diferente. Apesar de reconhecer alguns termos da minha época, estranhei bastante essa nova versão do herói.
Após se mudar com a mãe para uma nova cidade, Max McGrath começa a perceber que seu corpo emite uma estranha energia fora de controle. Quando conhece Steel, uma criatura alienígena, ele descobre que juntos podem canalizar esse poder e se transformar no herói Max Steel. Enquanto tenta entender sua origem, Max precisa enfrentar inimigos ligados à misteriosa morte de seu pai.
É bem claro que é um filme fraco: o orçamento é baixíssimo, o roteiro é o clichê do clichê, os personagens não têm carisma, o elenco está longe de sua melhor forma — e, ao mesmo tempo, tudo isso é exatamente o que inúmeros filmes da Marvel e da DC entregam ano após ano, e ainda assim, recebem flores. Sei que um erro não justifica o outro, mas é curioso ver que este filme foi apedrejado exatamente pelos mesmos motivos que passam despercebidos em produções muito mais caras.
Como eu disse, não conheço essa versão mais recente do Max, mas entendo que a Mattel quis aproximar o personagem de seu público-alvo. Daí a ideia de torná-lo um adolescente de 16 anos. Ainda assim, confesso que o Max que eu reconheço era aquele agente secreto que praticava todo tipo de esporte — e uma produção com esse conceito seria dez mil vezes mais interessante do que o que entregaram aqui. É claro que isso exigiria um orçamento gigantesco, e a Open Road claramente não estava disposta a bancar. Então entregaram o que dava para entregar.
O Ben Winchell é um gatinho, e isso ajuda um pouco a simpatizar com ele, mas o personagem nada trás de novo. Agora, ver um ator consagrado como Andy García fazer o papelão que fez aqui, foi de doer. Maria Bello, coitada, devia estar com o IPTU do apartamento de Manhattan atrasado para aceitar participar disso.
Max Steel está muito longe de ser um bom filme, mas também não é essa desgraça toda. Eu já acompanhava bastidores de cinema quando o projeto foi anunciado, lá no fim dos anos 2000 e começo dos 2010, então sei o parto que foi para tirá-lo do papel. No fim, saiu do jeito que deu — e isso até me faz enxergar com olhos mais caridosos. Mas é inegável que dava para fazer algo melhor. Se eu, que nunca fui muito ligado ao personagem, senti frustração, imagino as crianças e adolescentes meus contemporâneos que eram loucos pelos bonequinhos. Esses, sim, devem ter ficado bem chateados — e com razão.
A mina se apaixona do nada, o roteiro é super clichê, o vilão é escancarado, acho que a coisa mais significativa é o poder da mãe dele, pois de resto, é um macho que recebe poderes de um macho e que as mulheres são só suporte.
Elenco fraco, direção ruim e roteiro mediocre... Concordo sem duvidas. Decepcionante e bobo.
67º Assistido em 2021 - 27/08/2021
- Olha, não recomendo!