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Data de lançamento
9 Dez. 2020Duração
Três eméritos corruptos de um mesmo pequeno partido político envolvidos numa trama de sexo, corrupção e traição são as personagens principais de uma trama ágil, onírica e que remete às melhores realizações do cinema marginal brasileiro.
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Eita, seqso 😲
Eu estava esperando outra coisa em "Ménage", filme nacional de baixo orçamento (não, eu não estava esperando um filme pornô). Imaginava que a trama iria se desenvolver em um único cenário, com espaço para diálogos e embates entre os três personagens centrais. Mas não foi bem assim.
Além disso, as cenas aparentemente desconexas dentro do enredo principal do filme não convencem (com exceção de uma, muito bela artisticamente, mas que é esquecido à partir do 2o terço do filme), e não atraem.
Vi em 24/mar/2022.
É um filme realizado por um cinéfilo, isso fica evidente: há muito de Tarantino na abertura e uma homenagem explícita ao trecho final de OS BONS COMPANHEIROS no segmento dedicado a Ariel. Ao mesmo tempo, é um de iniciante, já que alguns equívocos rítmicos advêm da pressa por se expressar. As críticas políticas soam pouco convincentes, pois há algo de espetacularizado ali, mas o acompanhamento da paranóia é interessante: sentimos exatamente o que o personagem sente. A canção oportuna da banda Clima nos créditos finais foi certeira: "Eu Sei que Ele Foi". Bingo! (WPC>)
vou fingir que entendi ok
Ménage é um trabalho sujo, um thriller de puro sarcasmo onde ficamos naquela tal sinuca de bico. Uma película que te joga de um lado, e depois te agita para o outro. Bifurcação de uma excelente invenção onde o cinema nos apresenta como arte.
Com uma premissa simples, a direção de Luan Cardoso é bem interessante. Ficamos intricado dentro de uma linha tênue que vai se transformando em paranoia injetada de pura cocaína. Uma narrativa ramificada que costura tons confusos e esquizofrênicos.
Personagens humanos e caóticos, o puro suco brasileiro de ares que sopram em direção a um apocalipse político. Tal crítica é um soco esfaqueador em nossa alma, para tentarmos de alguma forma montar esse quebra cabeça covarde e atual que é Ménage.
A realidade está em sintonia de perda, pois estamos nas mãos dos mais pilantras e blasfemadores, personalidades que colocam gasolina na fogueira todo santo dia dessa realidade.
que forte!