Enquanto no safari em uma área inexplorada da África, Trader Horn e Peru encontram a missionária Edith Trent morta por nativos. Eles decidem continuar a sua busca por sua filha perdida Nina. Eles a encontram como a rainha de uma tribo particularmente selvagem, e tentam trazê-la de volta à civilização.
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Até estou estou chocado por ter gostado tanto, mas... O filme tem um ritmo extraordinário, e valida muito bem o seu pioneirismo explorador. Logicamente, o racismo colonial é intragável, mas, esforçando-se para entender a conjuntura de época, consegue-se avançar na narrativa sem engolfar. Por falar em "narrativa", é interessante o como o filme "explica" em excesso aquilo que vemos, antecipando, de fato, as narrações características dos programas de Discovery Channel e afins. Minha mãe, que é obcecada pelo canal, até reclamou, na primeira hora de projeção "é só isso? Não acontece nada?". É quando surge a trama capenga da "rinha das selvas", que logo muda de lado por apaixonar-se à primeira vista. "Nós, brancos, temos que ajudar uns aos outros", diz o personagem de Duncan Renaldo. Eis o tema geral do filme, afinal. Mui problemático, em termos ideológicos (as anedotas de produção são terríveis!), mas tecnicamente bem feito e impressionante naquilo a que se propõe. Mais que inaugurar um subgênero, diverte efetivamente, demonstra a superioridade técnica de Hollywood, desde cedo. Imaginei os espectadores gritando de euforia, diante da tela. Foi como eu e minha mãe nos flagramos, em mais de uma oportunidade. Adoramos, somos culpados! (WPC>)
Obviamente deve-se relevar o fato de que o mundo era diferente e que o entendimento da relação do homem com a natureza também. Enfim, lembra muito um pequeno embrião do que seria o Discovery Channel, inclusive em seu didatismo. Pouca história mas certamente o objetivo era o foco na informação de como " a selva" funcionava em uma época em que pouca informação se tinha. Logo , tem seu valor.
Drama romântico de aventura indicado ao Oscar de melhor filme. Foi o 1° filme não documental gravado em locações na África. O filme foi baseado no livro de mesmo nome de 1927 do comerciante e aventureiro Alfred Aloysius Horn (1861-1931) - escrito juntamente com Ethelreda Lewis - e conta sobre aventuras em safáris na África. Houve uma refilmagem: Trader Horn - Mercador das selvas (73).
Quando os africanos Mutia Omoolu e Riano Tindama foram levados a Hollywood para re-filmagens, eles foram recusados a entrar no Hollywood Hotel por serem negros. O diretor W.S. Van Dyke (1889-1943) e muitos membros da equipe de produção contraíram malária e foram tratados com quinino. Dois acidentes fatais ocorreram durante as filmagens na África: um tripulante nativo caiu no rio e foi comido por um crocodilo, e um garoto nativo foi morto por um rinoceronte (que foi capturado em filme e está na estória). Outros infortúnios também afetaram a produção, incluindo inundações repentinas, insolação, gafanhotos que pululavam e ataques de moscas e formigas tsé-tsé.
Um grande sucesso em seu tempo, "Trader Horn" ainda merece um olhar mais atento, pois chama muito a atenção os perigos do mato e da savana africanos. O estado primitivo do filme sonoro e da filmagem no local marcam uma aventura na selva interessante com imagens bem realistas. Apesar dos valores obscuros da produção e do melodrama datado, é uma estória animada, com algumas cenas semi-autênticas interessantes da natureza selvagem da África. Apesar de suas falhas, um clássico ambicioso e influente.
Na cena do rinoceronte, parece que temos um precursor do Wilhelm Scream. :D
Parece que o diretor foi tirar férias na África, achou bacana e arrumou uma desculpa qualquer para filmar e apresentar a África para o público. Um senhorzinho, em tom professoral, vai apresentando para um moleque exageradamente abobalhado todos os detalhes da natureza e dos povos africanos.
Lembra os filmes de Woody Allen, em que ele faz a mesma coisa na Itália, na França, na Espanha, etc.