Meu Nome é... Tonho

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Meu Nome é... Tonho (1969)
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Média do filme: 3.4 de 5 — baseado em 100 votos
MÉDIAFILMOW
3.4
100 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Ozualdo Candeias
País de origem Brasil 🇧🇷
Duração 91 min (1h31)

Dirigido por

Duração

91 minutos
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Sinopse

Um homem chamado Antônio desconhece sua origem. Na sua memória, apenas as imagens da infância, quase diluídas no tempo, e o rapto de que foi vítima por parte de uma caravana de ciganos. Bom sujeito, cavalheiro e bom atirador. Antonio abandona os ciganos para viver por conta própria. E vive tranquilo até que uma noite uma bela mulher cruza seu caminho. Os retalhos da história da mulher sussurrada sob cobertas de seda e o calor do desejo, transformam a vida de Antônio. Ela fala do sítio onde passara a infância em companhia de um irmão chamado Tonho. Ele vê se reavivarem as imagens da infância quase diluídas no tempo. Para certificar-se, procura o sítio. E se certifica da realidade trágica, injusta e irônica que o cerca: presencia o massacre dos pais e ama a própria irmã. Tonho se rebatiza e muitos valentes caem, pois ele fez o que mais lhe parece certo: afogar em sangue todos os dramas que o cercaram.

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VisionQuest

Comentários 1
amigos querem ver
marcelosaccomann
Marcelo
½
7 meses atrás

Provavelmente um dos grandes registros a contrarresposta brasileira à onda do faroeste da época.
Filmado pelo notório Ozualdo Candeias, ícone do cinema marginal da Boca do Lixo, o filme provavelmente é um dos mais brutais que já assisti, embora ele não tenha violência explícita.
Sem dúvida uma grande obra, mas ô galera que se racha de rir e cega pra atirar hein...

lucasssilv
Lucas
½
7 meses atrás

Queria saber da piada pra rir também.

cassiusclay
Gabriel
½
1 ano atrás

Sentimentos misturados em relação a esse filme.

Por um lado, usa muito bem o gênero do faroeste no contexto brasileiro. Falar da vida no campo no interior do sudetes/centro-oeste em meados do século XX casa perfeitamente com os westerns. Paisagens grandiosas, ambientes onde as mulheres se sentem acuadas, falta de vida, apesar de se viver em meio à natureza. Marasmo. Miséria. Ninguém tem nome, apenas Manelão. Apenas ele sabe ler também. Ele domina a todos por meio da violência, até que Tonho também descobre seu nome. Só então a revolta nasce, a partir do momento em que ele sabe quem é. E ele reage com violência contra a violência. Como mais seria?

Por outro lado, tem um retrogosto de cinema novo aqui. É sempre um enfoque no rosto das pessoas, dando certo exotismo. Planos que funcionam um pouco como instrumento para dar pena, chega a incomodar. Mas o que é insuportável de verdade são as risadas doutorabobrinhicas a todo momento. Meu deus, o Ozualdo deve ter trazido isso de alguns trabalhos com o Mojica, mas aqui soam totalmente fora de lugar. Me soam como uma forma de mostrar perversidade para as pessoas ali, mas ao longo de 90 minutos isso se esgota demais. Dois elementos que deixam esse ar de cinema novo na narrativa, olhando os pobres de cima ou debaixo. chatinho demais.

Pra quem gostou, recomendo Pássaros de Verão, do Ciro Guerra. Usa muito bem o faroeste num contexto de América Latina.

editado
eusouddaann
Danilo Otoni
½
1 ano atrás

O brasileiro cinemão dos filmes b quase nunca é lembrado, apesar de fornecer interessantes exemplares. Como este faroeste caipira de um mundo aparentemente distante, porém, familiar a qualquer cidadão deste país. Tonho (Jorge Karan) foi raptado quando criança por ciganos e, já adulto e bom no revólver, depara-se com o bando do bandido e malfeitor Manelão (Nivaldo Lima), entre troca de tiros e arruaças aludindo aos spaghettis italianos. Claramente a produção semiamadora torna o resultado simplório e grotesco, como se o cotidiano daquele lugar desdenhasse dos problemas sociais explicitados. Mas os 25 minutos finais compensam e oferecem a brutalidade dos westerns de outrora, com acinte, estímulo e a craviola de Paulinho Nogueira na lindíssima trilha sonora. Uma joia bruta de um esquecido e gênio diretor marginal.

wildsley
Wildsley
½
2 anos atrás

Gente, é horrível: atuações, motivação dos personagens, movimentos de câmera, cortes, transições de cena, enfim, nada se salva. O povo passa 90% do tempo rindo, mesmo quando estão sendo mortos ou no meio de um tiroteio, sem falar no sadismo gratuito, sem profundidade ou impacto.

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(Irmã de Tonho)
Jorge Karam 0 0

Jorge Karam

(Tonho)
Nivaldo Lima 1 0

Nivaldo Lima

(Manelão)
Aluizio de Castro 0 0

Aluizio de Castro

(Bandido de Manelão)
Anita Leite 0 0

Anita Leite

(Cigana)
Claudio Vianna 0 0

Claudio Vianna

(Bandido de Manelão)

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