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A adolescente Magdalena (Emily Rios) é a filha mais jovem de uma família mexicana religiosa radicada em Los Angeles. Ela está prestes a completar 15 anos e seus sonhos estão concentrados em um belo vestido branco para sua festa de debutante e numa magnífica limusine, para conduzi-la à comemoração. Pouco antes do grande dia, porém, o destino lhe faz uma ingrata surpresa: ela está grávida. Quando seus pais descobrem seu estado, eles a põem para fora de casa. Magdalena encontra refúgio na casa de seu tio-avô Tomas (Chalo González), onde também mora seu primo Carlos (Jesse Garcia), que é gay. Os três passam a viver como uma verdadeira família, tentando superar as adversidades.
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Oi boa noite como faço pra assistir filme nesse site
É um filme bem simples e isso que o torna tão real e convincente! Me lembrou muito a novela Quinceañera com a Thalia e a Adela Noriega. Inclusive o tema de abertura toca no filme, achei bem legal essa parte.
Magdalena vive na comunidade latina do Echo Park, um bairro em Los Angeles, EUA, com os seus pais; a família se prepara a sua quinceañera (festa de 15 anos, festa de debutante) a grande celebração que terá lugar no seu décimo quinto aniversário, uma tradição que ainda está muito viva na comunidade latino-americana. Alguns meses antes da cerimónia, ela fica grávida. Rejeitada pelo pai, que a expulsa de casa, ela é acolhida pelo seu tio-avô Thomas e pelo seu primo Carlos. Estes poucos meses juntos marcarão um ponto de inflexão na vida de cada um deles, tal como o bairro do Echo Park, que também está a sofrer profundas mudanças. O filme tem uma intensidade rara, e deixa uma marca dolorosa; foi-me impossível não sofrer junto com a dor de todos eles (do pai, da mãe, de Magdalena, do primo, do tio, e tantos outros que pela filme passam; obviamente que são dores diferentes; assim como diferentes somos todos nós. Echo Park, um distrito hispânico de Los Angeles, está em plena mutação. Altamente cobiçado pela classe média americana, alguns deles não hesitam em despejar os "locais" em troca de rendas excessivas. A comunidade latina encontra-se assim num estado de crise. Especialmente porque os jovens são menos abertos às tradições e se deixam invadir pelo novo, por aquilo que a culta norte americana lhes apresenta, sem contudo perceber que, de fato, não terão acesso integral a ela; afinal são latinos! Deste lançamento, Richard Glatzer e Wash Westmoreland servem-nos um cenário de uma rara sutileza por meio da viagem de Carlos, ladrão, drogado e gay e Magdalena, de 15 anos de idade, que se encontra milagrosamente grávida (a gravidez parece ter-se consumado sem a penetração; caso raro mas factível). Os dois são protegidos, de alguma forma, pelo tio Tomás, o único remanescente do passado, mas muito aberto ao mundo novo; afinal, o que pode ele fazer morando só. Ele é o elemento chave do filme. Ele terá um papel determinante e simboliza este mundo que está a morrer. O filme, de certa forma, denuncia a hipocrisia, o racismo em todo o lado, a intolerância para melhor transmitir uma mensagem de revisão das relações entre diferentes. Não há grandes efeitos de encenação, apenas close-ups judiciosos que nos ajudam a conhecer melhor cada uma das personagens, e é criada uma verdadeira intimidade entre elas e o espectador. Esta simbiose é possível graças aos atores, a começar por Jesse Garcia que interpreta um frágil "durão", Emily Rios que é muito comovente e contida, e especialmente Chalo Gonzalez que, no papel de título de Loncle Tomas, nos cativa com a sua bondade e a sua liberdade. Este mergulho no coração da comunidade latino-americana é fascinante, especialmente desde que os cineastas conseguiram criar três personagens muito cativantes; devemos tomar certos cuidados para não sairmos a julgar a comunidade toda pelo que foi retratado, a rejeição disfarçada de apoio também é muito poderosa. Assim, a trindade representada por este muito sábio avô, o rebelde disfuncional e gay e a jovem virgem grávida é bastante original e funciona maravilhosamente. O filme também nos mostra os muitos bloqueios morais que permanecem nesta comunidade, e no mundo todo. Filmado da perspectiva de um homem, este pequeno filme é muito comovente no final e vale bem a pena assisti-lo como uma experiência encantadora!
Filme sensacional! Um retrato fiel da realidade. Lembro que vi há alguns anos numa madrugada na Globo e não saiu mais da minha cabeça.
meio parado né.. mas gostei