MOTHERS AND DAUGHTERS Direção: Paul Duddridge Ano: 2016 Assistido em: 05/10/2025
Às vezes eu fico me perguntando como alguns projetos conseguem reunir nomes tão bons sem ter o mínimo de base ou estrutura. Este longa é um desses casos. Talvez apenas os cinéfilos mais hardcore tenham ouvido falar, ainda assim possui um elenco espetacular — mas é de um estúdio minúsculo, com diretores praticamente desconhecidos, divulgação praticamente inexistente, e mesmo assim conseguiu reunir um time de estrelas. O pior: com uma história boba, que só me deixou pensando o que todo mundo estava fazendo ali.
Interligando as histórias de várias mulheres em diferentes fases da vida, a narrativa acompanha mães e filhas que tentam se reconectar em meio a culpas, arrependimentos e segredos familiares. O fio condutor é Rigby, uma fotógrafa que, prestes a dar à luz, reflete sobre o significado da maternidade. Entre reencontros e reconciliações, a história mostra como laços podem se romper — mas também renascer com o tempo.
Assistindo, lembrei-me muito dos filmes do falecido Garry Marshall, que conseguia reunir uma infinidade de estrelas em projetos sobre um tema específico e, no final, acabava não contando a história de ninguém. Aqui não temos um nome pesado como o do Marshall — mas mesmo assim, os produtores colocaram Susan Sarandon, Courteney Cox, Christina Ricci, Sharon Stone, Paul Adelstein, Selma Blair, Mira Sorvino, Paul Wesley, Luke Mitchell, entre outros, neste barco furado, onde absolutamente ninguém é bem desenvolvido. Por melhor que seja o ator, não há base alguma para que consiga construir uma boa atuação.
Para ser justo, achei a história das personagens de Christina Ricci e Courteney Cox bastante interessante, mas ela não é trabalhada o suficiente. A ideia aqui claramente não é desenvolver narrativa nenhuma. Quando uma parte começa a engatar, o longa corta e pula para outra. Há potencial para exploração, mas nada é realmente aproveitado. Uma produção sobre relações de mães e filhas deveria se aprofundar mais, mas, neste roteiro fragmentado — e olha que são apenas uma hora e meia —, a sensação é de preenchimento vazio.
Alguns projetos deixam a sensação de desperdício: desperdício de elenco, dinheiro e tempo. Mothers and Daughters só conseguiu me deixar curioso. Talvez os diretores tenham algum vídeo dos atores em algum ritual de sacríficio de alguma seita, para conseguir esse elenco estelar neste trabalho; que, nas mãos de um bom diretor e com um roteiro sólido, poderia render muito mais.
Aquele tipo de chatice que eu acabo vendo devido ao elenco feminino estelar, nesse "Minha Mãe e Eu" foram a Selma Blair, Christina Ricci, Susan Sarandon e sua filha Eva Amurri as responsáveis por me fazer experimentar essa caminhada parada de roteiro comodista que se garante apenas em suas celebridades escaladas para fazer quase nada, pouco agradável, que não gera boas memórias (ou qualquer memória). Mães e filhas no Dia das Mães resolvendo tretinhas bestas com diálogos raspados, vale só pelas crushes. Desperdício de atrizes relevantes.
Mesmo com o ótimo elenco feminino,esse filme é uma total perca de tempo. Filme sem identidade,não sabe o que abordar,não sabe se fica no drama familiar e da jovem problemática,ou se fica na comédia romântica entre um encontro e outro.
Desde o começo senti um clima amador nesta produção, principalmente pelas cenas do show logo na abertura, que são um pouco constrangedoras. O desenvolvimento não apagou essa impressão de amadorismo e parece que a má direção contaminou a maior parte das ótimas atrizes do elenco, pois, pelo menos para mim, só se salvam as atuações de Selma Blair e Susan Sarandon.
Enquanto peca por estender demais algumas cenas (como a longa entrevista para a TV de Georgina Scott, personagem de Mira Sorvino), o filme desperdiça a presença de Sarandon que tem uma única cena em todo o longa. Porém, é claro que isso pode ter sido motivado por questões contratuais. Alguns desenlaces são pouco críveis e senti falta de uma carga emocional mais forte diante de um tema com tanto potencial para isso.
MOTHERS AND DAUGHTERS
Direção: Paul Duddridge
Ano: 2016
Assistido em: 05/10/2025
Às vezes eu fico me perguntando como alguns projetos conseguem reunir nomes tão bons sem ter o mínimo de base ou estrutura. Este longa é um desses casos. Talvez apenas os cinéfilos mais hardcore tenham ouvido falar, ainda assim possui um elenco espetacular — mas é de um estúdio minúsculo, com diretores praticamente desconhecidos, divulgação praticamente inexistente, e mesmo assim conseguiu reunir um time de estrelas. O pior: com uma história boba, que só me deixou pensando o que todo mundo estava fazendo ali.
Interligando as histórias de várias mulheres em diferentes fases da vida, a narrativa acompanha mães e filhas que tentam se reconectar em meio a culpas, arrependimentos e segredos familiares. O fio condutor é Rigby, uma fotógrafa que, prestes a dar à luz, reflete sobre o significado da maternidade. Entre reencontros e reconciliações, a história mostra como laços podem se romper — mas também renascer com o tempo.
Assistindo, lembrei-me muito dos filmes do falecido Garry Marshall, que conseguia reunir uma infinidade de estrelas em projetos sobre um tema específico e, no final, acabava não contando a história de ninguém. Aqui não temos um nome pesado como o do Marshall — mas mesmo assim, os produtores colocaram Susan Sarandon, Courteney Cox, Christina Ricci, Sharon Stone, Paul Adelstein, Selma Blair, Mira Sorvino, Paul Wesley, Luke Mitchell, entre outros, neste barco furado, onde absolutamente ninguém é bem desenvolvido. Por melhor que seja o ator, não há base alguma para que consiga construir uma boa atuação.
Para ser justo, achei a história das personagens de Christina Ricci e Courteney Cox bastante interessante, mas ela não é trabalhada o suficiente. A ideia aqui claramente não é desenvolver narrativa nenhuma. Quando uma parte começa a engatar, o longa corta e pula para outra. Há potencial para exploração, mas nada é realmente aproveitado. Uma produção sobre relações de mães e filhas deveria se aprofundar mais, mas, neste roteiro fragmentado — e olha que são apenas uma hora e meia —, a sensação é de preenchimento vazio.
Alguns projetos deixam a sensação de desperdício: desperdício de elenco, dinheiro e tempo. Mothers and Daughters só conseguiu me deixar curioso. Talvez os diretores tenham algum vídeo dos atores em algum ritual de sacríficio de alguma seita, para conseguir esse elenco estelar neste trabalho; que, nas mãos de um bom diretor e com um roteiro sólido, poderia render muito mais.
Aquele tipo de chatice que eu acabo vendo devido ao elenco feminino estelar, nesse "Minha Mãe e Eu" foram a Selma Blair, Christina Ricci, Susan Sarandon e sua filha Eva Amurri as responsáveis por me fazer experimentar essa caminhada parada de roteiro comodista que se garante apenas em suas celebridades escaladas para fazer quase nada, pouco agradável, que não gera boas memórias (ou qualquer memória). Mães e filhas no Dia das Mães resolvendo tretinhas bestas com diálogos raspados, vale só pelas crushes. Desperdício de atrizes relevantes.
Mesmo com o ótimo elenco feminino,esse filme é uma total perca de tempo.
Filme sem identidade,não sabe o que abordar,não sabe se fica no drama familiar e da jovem problemática,ou se fica na comédia romântica entre um encontro e outro.
Desde o começo senti um clima amador nesta produção, principalmente pelas cenas do show logo na abertura, que são um pouco constrangedoras. O desenvolvimento não apagou essa impressão de amadorismo e parece que a má direção contaminou a maior parte das ótimas atrizes do elenco, pois, pelo menos para mim, só se salvam as atuações de Selma Blair e Susan Sarandon.
Enquanto peca por estender demais algumas cenas (como a longa entrevista para a TV de Georgina Scott, personagem de Mira Sorvino), o filme desperdiça a presença de Sarandon que tem uma única cena em todo o longa. Porém, é claro que isso pode ter sido motivado por questões contratuais. Alguns desenlaces são pouco críveis e senti falta de uma carga emocional mais forte diante de um tema com tanto potencial para isso.
Christina Ricci e Courteney Cox como mãe e filha não me convenceu, apesar das idades das atrizes serem coerentes para tal.
Chato