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Última parte da trilogia de Máximo Gorki, do diretor russo Mark Donskoy. Após uma dolorosa juventude em Detstvo Gorkovo e uma jornada torturante como servo em V Lyudyakh, o futuro escritor Gorki atinge a maturidade com um desejo insaciável de liberdade pessoal e artística. A "universidade" do título é a própria escola da vida, já que Gorki vai trabalhar nos estaleiros tendo como companheiros estivadores beberrões e dados a pensamentos filosóficos.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Há muito tempo que estava para iniciar esta trilogia sobre a trajetória gorkiana e iniciei-a com o derradeiro filme. Na verdade, caiu-me muito bem; enfrento problemas desempregatícios mui semelhantes, além de devaneios autodidatas e impedimentos classistas deveras similares. Sem contar que o pendor suicida (e a sobrevivência derivada) é-me bastante caro. O protagonista é muito bonito, o que ajuda bastante na audiência atenta. A direção possui muitos atributos cômicos - é um tanto dickensiana, conforme comenta Claude Beylie - e as situações são narradas com leveza, possuindo momentos maravilhosos, como o desvendador 'travelling' inicial. A fotografia serve-se bem das limitações dos cenários fechados e o desfecho é edificante (extraordinária montagem marítima). O nascimento literário do autor de "A Mãe" é celebrado de maneira egrégia e bastante digna. Um tanto fabular, mas extremamente conveniente e agradável. Foge da lógica propagandística soviética: é humano, individualizante (mas também coletivizante em seu altruísmo) e assaz narrativo (curto os intertítulos pontuais). Ótima surpresa: verei os demais capítulos, anteriores, ainda este mês! (WPC>)