Mississippi Masala

Compartilhar
Mississippi Masala (1991)
Mississippi Masala
Média do filme: 3.2 de 5 — baseado em 48 votos
MÉDIAFILMOW
3.2
48 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Mira Nair
Data de lançamento 18 Set. 1991 Outras datas
País de origem Reino Unido 🇬🇧
Duração 118 min (1h58)

Dirigido por

Data de lançamento

18 Set. 1991

Duração

118 minutos
Carregando Publicidade...

Sinopse

Por ordem do general ditador Idi Amin, todas as famílias da Índia que foram viver em Uganda, na África, são obrigadas a deixar aquela nação - para Amin, uma terra de negros. A expulsão se deu em novembro de 1972, quando uma dessas famílias decide se mudar para o Mississippi, nos Estados Unidos. E lá, a garota indiana Mina (Sarita Choudhury) acaba se apaixonando pelo jovem negro Demetrius (Denzel Washington). Agora as famílias de ambos terão de lidar com a situação.

Elenco

Fotos e Trailers

Filmow+
Ticket de Prata

Sem anúncios

Comprar
Filmow+
Ticket de Prata

Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções

  • Navegue sem anúncios
  • Badge exclusivo Filmow+ no perfil
  • Acesso antecipado a novidades
  • Apoie a comunidade cinéfila
Comprar agora

Trailer do dia

A Bola Preta | Trailer Legendado

A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
thiifate
Thiago Fate
½
1 ano atrás

- filme que é um pouco fora da caixa, poderia ir até mais longe e se aprofundar mais nas temáticas que aborda, mas ainda assim entrega uma ótima história
- trabalha os preconceitos, que mesmo dentro das minorias ainda teimam em surgir e ferir. porque as pessoas sempre tendem a ver as diferenças no lugar das semelhanças
- denzel contido, mesmo assim uma boa atuação. a sarita entrega muito! saudades dela em homeland

A diretora Mira Nair fez uma descoberta inesperada há alguns anos: Muitos dos hotéis (lá motéis) independentes do sul dos Estados Unidos são de propriedade e operados por asiáticos. Embora a maioria tenha suas raízes na Índia ou no Paquistão, muitos deles chegaram aos Estados Unidos via Uganda, onde haviam criado raízes por duas ou três gerações, mostrando um dom para dirigir pequenos negócios antes de Idi Amin ordenar que todos eles partissem em 1972 (Amin foi um importante veterano do mundo militar, aos 26 anos, ele entrou no King’s African Rifles, importante braço armado criado pelo governo britânico que tinha como principal missão o fortalecimento do lado europeu durante as guerras de ocupação colonial. Apoiando os colonizadores (e adquirindo vantagens com isso), Amin participou de importantes batalhas no Quênia e na Somália. Sua capacidade física e estratégica o levou a ser, nos anos 1950, um grande campeão de boxe. Depois, passou a integrar o exército de Uganda e lá faz carreira, chegando à posição de Comandante. Em 1971, Amin capitaneia um golpe de Estado contra Milton Obote, então presidente de Uganda. O golpe de Amin dá início a uma sangrenta ditadura, porém ideologicamente confusa e inconstante. Inicialmente, seu governo era marcado pelo determinado anticomunismo e uma aproximação pouco usual com Israel. Em menos de quatro anos, o quadro geopolítico, do ponto de vista de Uganda, muda completamente: a perseguição aos comunistas deixa de ser destacada, fazendo parte somente da perseguição geral. Amin era conhecido por seus massacres brutais de centenas de milhares de pessoas. Estima-se que foram mortas mais de 200.000 pessoas. Uma coisa em que Amin estava envolvido era a tortura. Amin tinha construído uma câmara de tortura no terreno do palácio, onde milhares de pessoas seriam executadas. Amin teria a vítima vendada e conduzida em um carro por um longo tempo, para que a vítima tivesse a sensação de que estava longe do palácio. O piso da câmara era inundado com água e a única maneira de passar pela câmara, seria de barco; a água era eletrificada e era ligada e desligada por comando e quando a entrada fechava, as vítimas ficavam sem luz. Cada câmara podia conter cerca de 500 pessoas. As vítimas eram deixadas na câmara para morrer de fome, cercadas de fezes ou sufocadas até a morte pela falta de oxigênio. Ainda hoje, as paredes e o piso estão manchados não apenas com o sangue das vítimas que pereceram ali, mas também com as mensagens de coração que elas gravaram nas paredes antes de darem seu último suspiro - veja que todos os ditadores odiados ao redor do mundo sempre tiveram namoros com democracias ocidentais; o que, hoje, não me surpreende). Nair, que é ela mesma da Índia via Harvard, fez sua descoberta enquanto viajava pelo sul estadunidense, após o lançamento de "Salaam Bombay"! (1988), seu maravilhoso primeiro filme sobre uma criança de rua. Ela, então, decidiu fazer um filme sobre o assunto. O filme abre em Uganda, onde a família de um advogado indiano vive em conforto e segurança até Amin confiscar a propriedade de dezenas de milhares de indianos e ordenar a sua saída imediata. A história continua em Greenwood, na Carolina do Sul, onde o advogado e sua esposa (Roshan Seth e Sharmila Tagore) possuem um motel à beira da estrada. Sua filha Mina (Sarita Choudhury), uma criança com memórias esquemáticas da África, cresceu e se tornou uma beleza madura, com um sotaque estadunidense que sugere imediatamente que ela não compartilha de todas as ideias de sua família. Dirigindo ela bate na van de um jovem negro (Denzel Washington), e troca endereços e talvez um olhar sutil de curiosidade. Ele também está interessado, e eventualmente eles saem em um encontro. Esse não é o tipo de vida social que os pais de Mina aprovam; eles esperam que sua filha se case dentro de sua comunidade estendida de exilados indianos, e a proíbem de ver Washington. A proibição, como todos nós sabemos de há muito, serve apenas para sublinhar a natureza isolada da vida da jovem mulher, e há ironias no racismo e na consciência de cor que ela enfrenta. Dentro de sua própria comunidade, ela é considerada demasiado morena para fazer uma esposa desejável (sua mãe explica que se você quiser pegar um marido, você pode ser escura e rica, ou clara e pobre, mas não escura e pobre). Dentro da comunidade negra, a mulher indiana é inicialmente aceita com simpatia (Washington a leva para conhecer sua família em um piquenique no quintal). Mas depois que todos os proprietários de motel indianos locais boicotam a empresa de limpeza de tapetes de Washington, os negros também se enfurecem. O que estamos tratando é mais do que uma versão transplantada de "Romeu e Julieta". Tanto os personagens negros quanto os indianos (e certamente os brancos locais) têm uma vasta e confortável falta de curiosidade sobre outras raças; eles preferem pensar neles em estereótipos, e não têm nenhum desejo de conhecê-los como indivíduos. Quando a mulher indiana e o homem negro se encontram e se apaixonam, todos, de todos os lados, se encaixam obedientemente para condenar seu relacionamento. Foi o racismo, é claro, que trouxe os indianos para a África, em primeiro lugar, para construir as ferrovias, e foi o racismo que os expulsou. E foi o racismo que trouxe os africanos para os Estados Unidos. Mas ser vítima do racismo dos outros não inocula ninguém contra o preconceito que pode crescer em seus próprios corações! Todas essas questões sérias permanecem sob a superfície de "Mississippi Masala", que, apesar de seu tema, é surpreendentemente engraçado e alegre às vezes, e gera um romantismo completo. Denzel Washington é um ator de imenso e natural encanto, e faz uma boa combinação com Sarita Choudhury, uma recém-chegada que parece um pouco estranha em algumas de suas cenas, mas usa esse sentimento como parte de sua performance. O filme também tem muito material sobre a vida cotidiana dos indianos no Mississippi. Ao contrário da maioria dos filmes ou programas de televisão de Hollywood, Mississippi Masala evita retratos estereotipados de membros minoritários. Não há em nenhum lugar um indiano-americano que fala inglês com sotaque grosso e dirige uma loja de conveniência 24 horas como a encontrada em Os Simpsons, ou um afro-americano que fica nas esquinas das ruas o dia todo e recolhe benefícios de desemprego. Em vez disso, vemos membros minoritários sendo retratados como seres humanos. Nair faz um excelente trabalho de comparar duas culturas muito diferentes; após mostrar um ritual tradicional indiano, ela muda para crianças negras cantando canções de rap no bairro vizinho. Depois de uma cerimônia de casamento tradicional indiana, ela leva o público a um clube local onde Mina naturalmente se mistura e dança com todos os outros. A perspectiva do outro, do diferente, é um assunto que deveria estar na sala de aula dos primeiros anos escolares; o filme é adorável e eu o indico fortemente...

jales100
Jales
6 anos atrás

O filme traz uma história rica de situações e personagens e consegue desenvolver bem cada um deles explorando a questão do preconceito racial sob diversos ângulos. A direção e o roteiro tratam tudo de forma realista nunca apelando para o melodrama.

editado
vanzpeter
Pëter
12 anos atrás

O primeiro filme de língua inglesa da diretora Mira Nair com o astro Denzel Washington em uma de suas raras investidas nos segmentos comédia e romance.

A trama inicia-se com uma nota decididamente pessimista e histórica. Uma família indiana em Uganda, na África, é arrancada de uma vida de conforto e amigos e expulsa pelo ditador Idi Amin em 1972. É uma abertura emocional de cortar o coração para o que é, em última análise uma comédia romântica com enfoque nas relações inter-racial entre indianos e negros norte-americanos.

A química entre casal é inegavelmente eficaz. Suas conversas e linguagem corporal estão no local, e os atores emprestam a mistura certa de urgência, curiosidade e paixão. Mas, o filme começa a se perder em subtramas inumeráveis, o fato é que queria foco no segmento mais importante da história que é a historia de amor entre os personagens principais.

Carregando Publicidade...
½
1
2
3
4
5

Listas com o filme

Ver todas as listas (34)

Elenco de Mississippi Masala

Mostrar mais (15)
Anjan Srivastav 0 0

Anjan Srivastav

(Jammubhai)
Ashok Lath 0 0

Ashok Lath

(Harry Patel)
Charles S. Dutton 1 27

Charles S. Dutton

(Tyrone Williams)
Denzel Washington 193 8,8K

Denzel Washington

(Demetrius Williams)
Dipti Suthar 0 0

Dipti Suthar

(Chanda (Anil's wife))
Joe Seneca 3 21

Joe Seneca

Se você gostou deste filme, confira também estes aqui: