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Data de lançamento
16 Nov. 2003Duração
Desesperada e sem muitas opções na vida, Aileen Wuornos anda de bar em bar e se prostitui até o dia em que conhece a jovem Selby Wall, mandada pelos pais para viver com os tios e tentar "curar sua homossexualidade". No entanto, a paixão entre as duas é mais forte que as pressões da família. E juntas decidem tomar conta de seus destinos. Na impossibilidade de achar um emprego sério, Aileen continua a se prostituir para poder sustentar a namorada. Quando um de seus clientes se torna mais violento e coloca sua vida em risco, ela é obrigada a cometer um crime para se defender. E esse será o primeiro de uma série que a levará à destruição.
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Um oscar merecido por Charlize.
Charlize leva o filme nas costas! Que aula de atuação meus amigos ... isso sim é cinema que, raramente, se repete nos dias atuais. História morna com final previsível (até porque é baseado em fatos reais). Assistido em VHS (acredito ser a leva final dos filmes em VHS aqui no Brasil); vale o PLAY
Monster é um daqueles filmes que me agradou muito quando jovem, mas aí a gente cresce, e começa a enxergar as coisas com outros olhos.
Nas primeiras vezes que assisti esse filme, Patty Jenkins ainda não me era conhecida, mesmo porque esse filme foi sua estreia, então acabei tendo uma surpresa ao ver seu nome nos créditos finais.
Dito isso, esse filme não me agrada nenhum pouco, e muito desse desgosto, é pela tentativa insistente da diretora de romantizar a Aileen. E além de romantizar, a diretora tenta fazer isso inserindo fatos não verídicos dentro da narrativa, e tais narrativas possuem um viés feminista bem claro. A diretora insiste tanto nesse ponto, que simplesmente esquece de traçar a psicopatia da Aileen na trama, e retrata ela apenas como uma vítima da sociedade, e por isso mesmo, seus atos são justificados. Logicamente ela teve uma vida sofrida, mas não é como se toda pessoa que sofre algum tipo de abuso, fosse sair cometendo crimes por aí.
E isso não é uma impressão minha, e sim um fato, já que a diretora é amplamente conhecida por seu feminismo, e por Aileen ser tida como um ícone feminista para muitas nos EUA. Um fenômeno bem parecido acontece aqui no Brasil, com a Elize Matsunaga.
Mas sendo justa em alguns pontos; esse segmento narrativo de justificar os atos do indivíduo, na tentativa de humanizá-lo, não é uma exclusividade da Patty Jenkins, e a maioria dos filmes sobre Serial Killer cometem esse erro.
Sobre as atuações: a Charlize Theron está boa no papel, mas em muitos momentos ela me parece bem exagerada. Já a Christina Ricci, acho péssima e não me convenci nenhum pouco, ainda mais quando sua personagem deveria servir mais ou menos como um contraponto a personagem da Charlize Theron.
A direção da Patty Jenkins não tem nada de interessante, e o restante da sua filmografia confirma isso, pois não é grande coisa.
Monster é um filme fraco, de uma diretora fraca, que na mãos de alguém mais experiente teria sido muito mais.
Uma ótima sessão para vocês.
PS: Charlize Theron está a cara da Mia Goth nesse filme. 😂😂😂😂😂😂
Nossa Deus que filme triste
03.11.2004