Ao ver a cena final, inicialmente não gostei da decisão (bem parecida ao que vemos em Nobody's Daughter Haewon) mas refletindo um pouco é engraçado como no momento onde descobrimos que aquilo é um sonho, a propria cena em quanto unidade se ressignifica, os personagens estão com roupas mais "elegantes", falam palavras de afeto, o protagonista inclusive carrega um olho roxo de uma possivel briga com o ex namorada da dona do café e ele reencontra a quem esteve procurando a todo momento, uma clara reincenação heróica da sua jornada até aquele momento, tentando engrandencer ou encontrar um sucesso (mesmo que em um sonho) a tudo que fez até ali, o que contrasta com o que realmente fez, ao se relacionar imaturamente com outra pessoa e fugir da discussão com alguém que lhe faltou com respeito, a despedida final nada mais é do que o enfretamento direto entre sonho e realidade, e não apenas no sentido metafórico da expressão. Gostei muito também da estrutura fragmentada da narrativa. Acredito que gostarei mais em uma segunda assistida, poderia inclusive aumentar a nota, mas deixarei o tempo agir novamente. </br>
Edit feito 10 minutos depois: É, o tempo agiu mais rapido do que o imaginado KKKKKK li um comentário muito legal comentando sobre justamente essa ultima cena e como na interpretação dessa outra pessoa, aquela cena também serve como o bilhete perdido, como um fragmento da realidade que vive na memória, e uau, acho uma interpretação tão bonita, ao mesmo tempo que vai de confronto com muito do que escrevi, também consigo enxergar esse mundo dentro desse mundo do filme, amo quando ler algo ressignifica totalmente o que voce acabou de ver, não que eu discorde de algo que escrevi, até por que acho que essa interpretação engrandece ainda mais o filme e adiciona essa outra camada que talvez nessa minha reassistida, ressignifique tudo novamente. Nota aumentada.
- finalmente um personagem/protagonista masculino que é bem trabalhado e não é um babaca - grado demais desse estilo minimalista e intimista do diretos, filmes que dão uma paz ao assistir - amei como ele utiliza as cartas para embaralhar a narrativa - melancólico mas de um jeito simpático - pra não perder o costume, o personagem que trabalha com cinema é um escroto
Acho um dos mais simpáticos filmes do Hong Sang-soo. Pelo menos entre aqueles que eu conheço, lógico. É mágico assistir a narrativa apresentar os eventos a partir da leitura que uma personagem faz de algumas cartas – massa que os papéis se misturam logo no começo do longa-metragem e alteram a ordem cronológica dos episódios. Sang-soo consegue enfeitiçar o espectador mesmo experimentando diferentes narrativas e praticando essa encenação inconfundível. Nada é dispersivo, muito pelo contrário. O reencontro de Mori e Kwon é poderoso. Gosto de pensar na última cena como uma carta deixada para trás, um bilhete escrito à mão que não foi lido, que está perdido no tempo e quem sabe nas memórias do protagonista.
Opinião: Diferente e divertidinho. Um filme meio fora de tudo que assisto, por isso não me familiarizei tanto com ele, mas muito bom pra passar um tempinho no final de tarde vendo. Ainda tenho uma certa dificuldade pra gostar de coisas orientais, então não entrei tanto no filme. Fator replay: 5/10 Nota: 7
Ao ver a cena final, inicialmente não gostei da decisão (bem parecida ao que vemos em Nobody's Daughter Haewon) mas refletindo um pouco é engraçado como no momento onde descobrimos que aquilo é um sonho, a propria cena em quanto unidade se ressignifica, os personagens estão com roupas mais "elegantes", falam palavras de afeto, o protagonista inclusive carrega um olho roxo de uma possivel briga com o ex namorada da dona do café e ele reencontra a quem esteve procurando a todo momento, uma clara reincenação heróica da sua jornada até aquele momento, tentando engrandencer ou encontrar um sucesso (mesmo que em um sonho) a tudo que fez até ali, o que contrasta com o que realmente fez, ao se relacionar imaturamente com outra pessoa e fugir da discussão com alguém que lhe faltou com respeito, a despedida final nada mais é do que o enfretamento direto entre sonho e realidade, e não apenas no sentido metafórico da expressão. Gostei muito também da estrutura fragmentada da narrativa. Acredito que gostarei mais em uma segunda assistida, poderia inclusive aumentar a nota, mas deixarei o tempo agir novamente. </br>
Edit feito 10 minutos depois: É, o tempo agiu mais rapido do que o imaginado KKKKKK li um comentário muito legal comentando sobre justamente essa ultima cena e como na interpretação dessa outra pessoa, aquela cena também serve como o bilhete perdido, como um fragmento da realidade que vive na memória, e uau, acho uma interpretação tão bonita, ao mesmo tempo que vai de confronto com muito do que escrevi, também consigo enxergar esse mundo dentro desse mundo do filme, amo quando ler algo ressignifica totalmente o que voce acabou de ver, não que eu discorde de algo que escrevi, até por que acho que essa interpretação engrandece ainda mais o filme e adiciona essa outra camada que talvez nessa minha reassistida, ressignifique tudo novamente. Nota aumentada.
- finalmente um personagem/protagonista masculino que é bem trabalhado e não é um babaca
- grado demais desse estilo minimalista e intimista do diretos, filmes que dão uma paz ao assistir
- amei como ele utiliza as cartas para embaralhar a narrativa
- melancólico mas de um jeito simpático
- pra não perder o costume, o personagem que trabalha com cinema é um escroto
"Mando-lhe essas cartas, porque foram escritas para você".
Acho um dos mais simpáticos filmes do Hong Sang-soo. Pelo menos entre aqueles que eu conheço, lógico. É mágico assistir a narrativa apresentar os eventos a partir da leitura que uma personagem faz de algumas cartas – massa que os papéis se misturam logo no começo do longa-metragem e alteram a ordem cronológica dos episódios. Sang-soo consegue enfeitiçar o espectador mesmo experimentando diferentes narrativas e praticando essa encenação inconfundível. Nada é dispersivo, muito pelo contrário. O reencontro de Mori e Kwon é poderoso. Gosto de pensar na última cena como uma carta deixada para trás, um bilhete escrito à mão que não foi lido, que está perdido no tempo e quem sabe nas memórias do protagonista.
Opinião: Diferente e divertidinho. Um filme meio fora de tudo que assisto, por isso não me familiarizei tanto com ele, mas muito bom pra passar um tempinho no final de tarde vendo. Ainda tenho uma certa dificuldade pra gostar de coisas orientais, então não entrei tanto no filme.
Fator replay: 5/10
Nota: 7