Anthony Falcone é um milionário que, antes de morrer, deixa toda sua fortuna para Guido Falcone, seu sobrinho italiano,um mecânico que sonha em ser cowboy. Só que para conseguir receber a herança ele terá que viajar até a Califórnia em um determinado tempo ou todo a fortuna irá para o executor John Cutler, que fará de tudo para impedir que Guido chegue a tempo.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
Um bilhão de dólares. Uma corrida contra o tempo. Uma conspiração para impedir o herdeiro de chegar ao seu destino. Parece a receita perfeita para um filme eletrizante, mas Mr. Billion (1977) se perde na própria pressa e tropeça onde deveria brilhar: na narrativa e nos personagens.
Nosso protagonista, Guido Falcone (Terence Hill), um mecânico italiano de sotaque carregado e olhar sedutor, vê sua vida mudar ao ser nomeado herdeiro de uma fortuna inacreditável. Mas há um porém (sempre há): ele precisa estar no lugar certo, na hora certa. Infelizmente, John Cutler (Jackie Gleason), um empresário inescrupuloso, tem outros planos e está disposto a fazer de tudo para que Guido nunca chegue lá – e se puder convencê-lo a assinar um contrato entregando tudo, melhor ainda. Para isso, ele conta com Rosie Jones (Valerie Perrine), uma possível golpista, mas cuja trama romântica com Guido se desenvolve com tanta pressa que mal temos tempo de nos importar.
Se a história falha em criar personagens memoráveis e um enredo envolvente, a ação tenta compensar. E, de fato, Mr. Billion brilha quando está no ar – literalmente. Helicópteros em rota de colisão, saltos de paraquedas, perseguições de carro com direito a manobras dignas de Steve McQueen e uma sequência espetacular no Grand Canyon provam que há competência na execução dessas cenas. Infelizmente, a comicidade não acompanha o mesmo nível. Os capangas de Cutler são tão eficientes em rastrear Guido quanto ineficazes em impedi-lo, e suas tentativas de sabotagem carecem tanto de impacto quanto de humor.
O problema maior, porém, está na dinâmica entre Guido e Rosie. Ela deveria ser uma vigarista astuta, mas falta-lhe o carisma necessário para tornar essa faceta interessante. E Guido, apesar de ser encantador quando imita astros do cinema, cai na armadilha de se apaixonar rápido demais – mais rápido, aliás, do que qualquer veículo envolvido nas cenas de perseguição. Se ao menos o roteiro explorasse uma conexão prévia entre eles, talvez houvesse um peso emocional maior nessa relação.
No fim, Mr. Billion entrega um espetáculo visual de ação e acrobacias, mas esquece de recheá-lo com uma boa história. Guido pode ser bom de briga e saber pilotar qualquer coisa que tenha motor, mas contra um roteiro capenga, nem mesmo ele tem chance.
Aquele típico filme que se adequa/adequava numa Sessão da Tarde descompromissada. A trama, como mencionado nos créditos iniciais que foi parcialmente baseado em fatos reais contando a história de um mecânico humilde e de bom coração que herda uma fortuna do seu Tio que reside nos Estados Unidos e entra em fria devido aos armadores e interesseiros que querem botar a mão em sua herança.
O enredo é deveras clicheroso, mas Terence Hill com seu charme contumaz e bom humor e Valerie Perrone mostrando sua beleza já vale o valor do ingresso. Fiquei surpreso em saber que foi dirigido por Jonathan Kaplan.
Muito boa comédia! Finalmente saboreei! Slim P. brilha!
Uma boa comédia acima da média.
Uma boa comédia que vi na Sessão da Tarde dos anos 90. Não é um dos melhores filmes do Terence Hill, mas é um passatempo legal.