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Pittsburgh, 1901. Peter Soffel (Edward Herrmann) é o diretor de uma prisão de segurança máxima e Kate Soffel (Diane Keaton), sua esposa, apesar de ter uma saúde frágil freqüentemente lê a Bíblia em voz alta para os internos. Durante sua ronda habitual Kate fica sabendo dos Irmãos Biddle, Ed (Mel Gibson) e Jack (Matthew Modine), que foram condenados à morte por assassinato e roubo. Ed tem boa aparência, é inteligente e charmoso, fazendo Kate ficar impressionada. Gradativamente, ela se apaixona por Ed e ajuda os dois irmãos a escaparem da prisão, fugindo com eles.
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Mrs Soffel, é um daqueles filmes que vale a pena mais pelas atuações, do que pela história em si, que nada mais é, que uma história de amor idealizada por Hollywood, que máscara uma história que nada tem de romântica.
Para fazer o público comprar a ideia de um romance, sempre constroem a figura da mulher religiosa oprimida, que vive num casamento infeliz para justificar a falta de vergonha na cara. E eu não estou defendedo casamentos infelizes ou religião, e sim a forma como o filme usa esses elementos para aprovar tal relação.
Na verdade, todo ser humano sensato sabe que a história da Kate Soffel real, é absurdo atrás de absurdo.
O caso real: a mesma confessou ter sido seduzida, chegou a dopar o marido com clorofórmio no dia da fuga, e não existe relatos de que ela tenha se arrependido por abandonar os filhos, que ao que parece não se arrependeu, já que interpretou sua própria história numa peça de teatro chamada Vaudeville. Alguns historiadores dizem que ela fez isso por necessidades financeiras, já que a família a abandonou depois do escândalo, mas isso é apenas boato. Por falar em família, o filme continua romantizando todo esse absurdo, usando a figura da filha mais nova, que acha o máximo os desvarios da mãe, quando na verdade a família não quis mais contato com ela. E devemos lembrar que a história de uma mulher infeliz no casamento e presa ao religiosismo não passam de uma fórmula pronta de romance barato, quando na verdade a falta de caráter da personagem real é extremamente evidente.
Ela foi capturada como mostrado, e mais uma vez o roteiro romantiza toda a situação, pois foi o próprio Ed que confessou que Kate era sua cúmplice antes de morrer. Ou seja, o cara entregou a mulher, então não havia amor algum entre os dois, apenas atração sexual pura e simples.
Porque explico tudo isso? Porque o diretor e roteiristas, perderam uma oportunidade de entregar um filme criminal muito melhor do que esse romance barato. Não focaram nos motivos, na trama e conspiração da fuga, e também não relataram o que de fato levou os irmãos Biddle a serem condenados, e muito menos nas consequências sofridas pelos familiares da senhora Soffel.
Tirando toda essa parte deturpada da história real, o filme é bem assistivel, pois é charmoso, consegue cenas externas belíssimas, e a atuação da Diane Keton é sempre esplêndida. É uma atriz de presença grandiosa na tela e uma verdadeira estrela. Com certeza uma das melhores ao qual o cinema mundial nos presenteou.
Você deve assistir ou não? Isso fica a seu critério.
Uma ótima sessão para vocês.
Filme que se alonga demais numa proposta muito rasa.Apenas as atuações conseguem melhoras os ânimos aqui.
>Maratona Diane Keaton - Assistido em 10 de Fevereiro de 2025
Baseado em fatos reais.
Como é bom ver mulher de bandido se dar mal.
Os irmãos John E. Biddle (8 de janeiro de 1872 - 1 de fevereiro de 1902) e Edward C. Biddle (27 de dezembro de 1876 - 1 de fevereiro de 1902) foram prisioneiros condenados que escaparam da prisão do condado de Allegheny em Pittsburgh, Pensilvânia, usando ferramentas e armas. fornecido a eles por Kate Soffel , a esposa do diretor, ( 27 de junho de 1867 - 30 de agosto de 1909) que fugiu com eles. Durante a perseguição e captura subsequente, todos os três foram feridos, os irmãos mortalmente.
Removido de seu trabalho como diretor, o marido de Soffel se divorciou de sua esposa em 1903, e se casou novamente em fevereiro de 1907, e mudou-se com os filhos do casal para Canton, Ohio; ele morreu em 11 de setembro de 1936.
Kate Soffel tentou brevemente estrelar o drama A Desperate Chance depois de ser lançada em dezembro de 1903, mas a produção foi, de acordo com o New York Times , "proibido pelo Tribunal do Condado de Fayette". Soffel mais tarde retornou a Pittsburgh e residiu no North Side (então chamada de cidade de Allegheny) e começou a costurar, e às vezes usava seu nome de solteira, Dietrich, ou se autodenominava Katherine Miller (Miller sendo o nome de um cunhado) . Ela morreu de febre tifóide em 30 de agosto de 1909, e foi enterrada no túmulo não identificado de sua mãe dois dias depois, no cemitério Smithfield East End.
O caso dos irmãs Biddle e a Sra. Soffel às vezes era considerado o primeiro "Crime do Século", e causou uma grande sensação que a esposa do diretor escaparia com dois criminosos notórios da época, e inspirou uma série de obras e peças. sobre eles, e um dos livros mais famosos foi The Biddle Boys and Mrs. Soffel: The Great Pittsburgh Tragedy and Romance, de Arthur Forres
As atuações e história são boas, com destaque para a atuação da Keaton. Mas o ritmo da narrativa é péssimo (parte do roteiro poderia ser muito melhor, especialmente o início), fazendo as quase duas horas parecerem uma eternidade. 6/10
Por conta dos protagonistas, fiquei em uma tremenda expectativa por anos. Filme difícil de encontrar, até que me deparei com o dvd e comprei. Mesmo assim, mais uns 3 anos até resolver colocar pra rodar.
Filme com uma história meio a la Bonnie & Clyde, só que em um ritmo arrastado ao extremo (é um verdadeiro sonífero!).
Ademais, o argumento é bem raso, filme mediano.