Durante uma viagem de férias, uma professora solteirona conhece um jovem e ambicioso político com quem vive um breve romance. Logo descobre que ele é casado e incapaz de deixar a esposa inválida para assumir o bebê que ela espera. Mesmo frustrada com o abandono, resolve ajudá-lo na carreira ao se casar com um influente jornalista disposto a arruiná-lo com denúncias de corrupção.
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Frank Capra faz parte do meu seleto grupo de diretores dos quais eu nunca vi um filme ruim. Alguns filmes dele marcam mais do que os outros, mas todos os que eu vi até agora foram experiências mais do que válidas. Esse não foge à essa regra. A sua história é marcada por sucessivas reviravoltas e tanto a direção como o elenco executam bem as suas funções.
Acostumado ao Frank Capra otimista e super idealista que eu sempre fui, fiquei curioso quanto à colaboração com a Barbara Stanwyck nesta fase pré-Code de sua carreira: a impetuosidade dela parece ir em direção contrária ao modo como as mulheres são abordadas em sua obra, geralmente sustentaculares, boas ao extremo, mas submissas aos maridos protagonistas. Pois bem, para o meu choque, a interpretação da atriz antecipa a caracterização da Bette Davis em A EXTRANHA PASSAGEIRA: uma solteirona que, surpreendentemente, é rejeitada por quase todos os homens, exceto por alguém que ela rejeita. De repente, algo escandaloso - e uma reação ainda mais escandalosa por parte da protagonista, que prefere ser a "outra", abnegada e voluntariamente. À medida que o filme avança, por mais que eu estivesse apreciando a audácia do enredo na abordagem da temática, no modo como fala sobre as condições que levam uma mulher a converter-se em mãe solteira, irritava-me aos borbotões pelo oportunismo machista do roteiro, que prefere criminalizá-la, desde que isso implicasse em assegurar a honra de um homem ignóbil e conscientemente hipócrita, que, em aparência, representa o compêndio dos valores democráticos e filantrópicos tipicamente caprianos. Até chegar aquele desfecho escabroso, em sentido moral. Cinema hollywoodiano de primeiríssima qualidade, numa abordagem moralista esquisitíssima. Filmaço - mas que torna urgente a reivindicação de várias espectadoras e críticas: que tal se as histórias sobre mulheres fossem escritas por elas próprias, hein? (WPC>)
Normalmente gosto do cinema pré-code mas este me decepcionou. O primeiro ato parece uma agradável comédia romântica mas depois a protagonista vai se revelando cada vez mais masoquista. Ela simplesmente abre mão de tudo na vida
(inclusive a filha) por um homem que ela sabe que não pode ter. Tudo isso para proteger a carreira politica dele! E mesmo quando ele resolve ficar com ela e revelar tudo ao público ela se recusa!
Da mesma forma as motivações do personagem de Ralph Bellamy nunca ficam claras. Afinal por que ele odiava tanto Bob Grover (Adolphe Menjou)?
Assim este filme acaba virando uma nota de rodapé nas filmografias de Frank Capra e Barbara Stanwyck.
A história de um amor imorredouro, que resistiu às mais intensas provações e ao final saiu vencedor. O quanto é comovente a grandeza de uma alma, que entregou tudo por um sentimento que transcende a vida. Barbara Stanwyck soberba como uma mulher que ama despudoradamente e se sacrifica até o fim pela pessoa amada, abrindo mão do que seria seu por direito para não denegrir a imagem do homem por quem se apaixonou. Um desfecho edificante para um filme encantador.
Apanhei de novo. Não achei legenda e o link tava em russo, então, só entendi uns 10% do que se passava. Ficou óbvio que a Lulu anda de transatlântico até Havana, várias cenas se dão na redação dum jornal, um sujeito alto entra em disputa com o Bob Grover pelo coração da Lulu, a Roberta fica uma moça feita, e... o ¼ de hora final é chocante e triste, como nunca vira antes em nenhuma estória do Capra.