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A ação acontece em uma prisão de mulheres, separada dos homens apenas por uma parede. Apesar da vigilância rigorosa, um dos prisioneiros consegue avisar sua esposa, que em poucos dias estará livre, porque precisa dizer uma coisa da qual depende a sua salvação. O médico da prisão, um homem de consciência e contrário ao sistema prisional, tirânico e cruel, anuncia ao casal que eles vão ter um filho.
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Women's Prison 1955, no Brasil Mulheres Condenadas. Eu gostei que o filme desenvolve bem as personagens secundárias, antes mesmo de apresentar a protagonista, se é que podemos dizer assim, pois parece que todas as presas têm um pouco de destaque.
Inclusive gostei da personalidade de cada uma e de como elas são unidas e se fortalecem entre si. Essa dinâmica entre as detentas dá força e verdade ao filme, mostrando a solidariedade que nasce dentro daquele ambiente hostil.
Ida Lupino entrega uma atuação magistral. Longe dos personagens marcantes dela, mas com uma presença forte que nos faz odiar a Diretora van Zandt de verdade. Ela consegue ser cruel e autoritária de um jeito que marca a tela.
Outro destaque importante é o Dr. Crane (Howard Duff). Seu personagem funciona como um contraponto necessário dentro da prisão.
Ele tenta tratar as detentas com um mínimo de humanidade e acaba se tornando uma figura importante na trama, especialmente pela forma como se posiciona diante da dureza da diretora e tenta ajudar as presas dentro das possibilidades.
Além disso, as personagens Joan Burton (Audrey Totter), Mae (Cleo Moore) e Brenda (Jan Sterling) são ótimas. As três têm personalidade forte, presença marcante e ainda por cima são lindas, o que só reforça o carisma delas na tela. Também gostei bastante das outras detentas, como Grace (Adelle August) e especialmente Dottie (Vivian Marshall), que tinha um dom natural para imitação e trazia um alívio bem-vindo em meio a tanta tensão.
No geral, é um bom drama de prisão feminina, com personagens bem desenhados e uma tensão constante que funciona.
Assistido em 30/07/2026
"Mulheres Condenadas", de 1955, é um thriller psicológico que desvela um outro lado literalmente obscuro de um sistema prisional, com roteiro instigante e perspicaz.
O drama acompanha de forma mordaz, o tratamento dispensado às detentas, por meio do abuso de autoridade. A tensão aflora entre as personagens envolvidas na trama.
Destaque para Ida Lupino, num desempenho soberbo e convincente. O elenco de apoio não decepcionou. Ótimo filme!
Disponível no YouTube.
Excelente WIP e provavelmente o primeiro. Aborda a condição das detentas nos anos 50, mostrando sob a perspectiva de cada uma, suas histórias, dores e sonhos. O espírito coletivo das detentas e a quebra da quarta parede com o comentário sobre filmes de prisão soam inovadores e verossímeis. É um filme com poucos cenários, mas com ritmo acelerado. Difícil apontar protagonista, pois segue um estilo coletânea tipo Carandiru, vagueando e entrelaçando as personagens em prol de uma causa comum. A atuação da Ida é realmente espetacular.
Um Noir que não deixa de ser um percursor WIP.
Filme pouco conhecido. Mas muito interessante sobre sistema prisional nos anos 50.Alias a Ida Lupito é uma otima vilan. apesar dela nesse papel ela esta menos sedutor que nosa outros que ela costuma fazer.