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Data de lançamento
30 Ago. 1995Duração
Discreta e calada, Sophie (Sandrine Bonnaire) é escolhida pela rica família Lalièvre para tomar conta de sua mansão e faz amizade com a curiosa e intrometida Jeanne (Isabelle Huppert), que trabalha no correio local. O problema é que Jeanne tem inveja dos Lalièvre e arquiteta um plano para prejudicá-los.
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mulheres à beira do colapso, críticas sociais afiadas, radicalização política e amizades atravessadas por uma tensão quase romântica.
andou para que Parasita pudesse correr...
Filmaço do Chabrol com Huppert, Bonnaire e Bisset, um trio de mulheres espetaculares.
Duas manas malucas que desenvolvem uma amizade doce e psicótica. Uma delas fala "hahaha, vamos brincar de matar meus patrões?!" e a outra responde "demorou, vamos nessa!!". Fim.
O filme poderia se chamar "Ensaio sobre o Desprezo" e ainda assim seria um título condizente com a trama...
Não há um único personagem que pratique uma boa ação. A ideia de empatia simplesmente não existe no universo que permeia tanto as classes pobres quanto as ricas da história. Tudo é um jogo de aparências com breves momentos de prazer contido. Sem dúvida, um retrato fiel de uma burguesia clássica que usa outros seres humanos apenas para seus próprios fins.
Quanto à dupla dinâmica: de um lado, um esquizofrênico quase dadaísta, e do outro... Como defini-los? Eles simplesmente existem, e não sabemos por quê. Mas, ao existirem, também sofrem, e esse sofrimento é o fio condutor que permeia tudo.
A sensação que me resta ao terminar o filme é que todas as camadas da sociedade são tão sujas que é difícil dizer qual ato é mais malévolo. Não há escapatória, tudo está corrompido, tudo pode ser corrompido e tudo sucumbirá ao mal.