A história narra a vida de quatro mulheres iranianas durante o verão de 1953, um momento cataclísmico na história iraniana, quando um golpe de estado apoiado pelos americanos e ingleses derrubou o primeiro-ministro democraticamente eleito, Mohammad Mossadegh, e reinstalou o Xá no poder. Ao longo de vários dias quatro mulheres diferentes da sociedade iraniana estão reunidas no contexto de turbulência política e social. Fakhri, uma mulher de meia-idade presa a casamento sem amor e que deve lidar com seus sentimentos por uma antiga paixão que acaba de retornar da América. Zarin, uma jovem prostituta, que tenta escapar à devastadora situação de não poder mais ver os rostos dos homens. Munis, uma mulher politicamente consciente, que procura resistir à reclusão imposta a ela por seu irmão religioso fanático. Faezeh, amiga de Munis, que permanece alheia ao tumulto nas ruas e anseia apenas em se casar com o irmão dela.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Marília Mendonça: Sentimento Louco
Excelente e lindo.
O Livro explica melhor sobre as mulheres, como elas foram parar no jardim de Karaj e o fim delas.
Está faltando uma mulher, são 5 na verdade.
Aguém sabe onde assistir?
Genial! Este filme é uma verdadeira aula de história sobre o Irã. Quando se ouve falar sobre o país apenas se fala dos malefícios da Revolução islâmica e da "modernidade" do Irã sob a ditadura do Xá. Modernidade nem sempre é sinônimo de progresso, ainda mais quando ela custa a liberdade alheia. Nunca havia visto nenhum filme de ficção que mostrasse o Irã durante os tempos de Mohammad Mossadegh, que infelizmente duraram tão pouco. "Mulheres sem homens" é um filme metafórico que retrata um Irã ideal sob a ótica de quatro mulheres totalmente diferente das outras, obtém isso através da sensibilidade, luta e metáforas. O que mais amei no filme foi a realidade retratada no mesmo, quando buscamos fontes sobre a história do país vemos mentiras, os tempos do Xá são mostrados como anos de glória e expansão do país que custou na privatização de bens estatais como o petróleo, a perseguição contra muçulmanos, um governo que trabalhava apenas em prol da burguesia (isso o filme mostra claramente), etc. É lógico que anos de uma ditadura pró-ocidente resultaria numa revolução que infelizmente instalou um sistema aristocrata no país, consequência de anos de sede pela libertação de um sistema opressor, porém deu tudo errado. Este filme é um elo de esperança de uma das civilizações mais antigas do planeta que luta por manter sua bela cultura viva, porém que almeja por liberdade plena. Que venha uma nova era Mossadegh, e viva a Pérsia!
Observei várias falhas de roteiro durante o filme; alguns fatos sem explicações.
A Zarin está morrendo e ninguém leva ela no hospital (?) Qual a ligação que a Munis tinha com a Farrokhlagha para deixar a Faezeh na casa dela? Não foi explicado se elas já se conheciam antes, porque não mostra nenhum vínculo das duas.