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Data de lançamento
21 Out. 1988Duração
Jovem de 19 anos munido de uma luneta começa a observar a vida da sua vizinha (uma mulher madura), que mora defronte ao seu apartamento. Ele fica obcecado por ela e enquanto observa sua vida sexual (na qual o amor não existe), ele esquematiza subterfúgios para se aproximar dela. Com o tempo ele revela seu amor, mas ela o humilha e algo surpreendente acontece nesta relação.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Talvez esse seja o primeiro terror incel. "Não Amarás" é uma hora e meia do Kieslowski não entendendo que mulheres em geral não se apaixonam por seus stalkers ou se excitam com a ideia de terem sua privacidade invadida e intimidade observada de perto. Acho que essa é a fantasia de qualquer incel: ter uma mulher atraente caidinha por ele, sem qualquer motivo aparente, e tolerando ser seu objeto de desejo ininterrupto e precoce. Só se consegue amar alguém que a gente conhece. Se não conhece, não é amor, é projeção. Que raiva que eu passei...
que amor o quê, o bicho não passa de um esquisito e stalker
Este longa é a versão expandida do episódio "VI de Dekalog" (“Não pecarás contra a castidade”). Apesar do título, não é uma história de amor, mas de paixão e obsessão. O amor verdadeiro é uma construção, uma escolha consistente e duradoura; já aqui vemos apenas o ímpeto de uma primeira paixão.
O jovem Tomek, com 19 anos, passa a observar sua vizinha Magda através de um telescópio. Ela é uma mulher mais velha, independente, sensual e rapidamente se torna objeto de sua fascinação. O voyeurismo inicial se transforma em obsessão e Tomek acredita estar apaixonado. Seu desejo intenso domina seus dias e noites, levando-o a buscar aproximações cada vez mais ousadas.
Magda, marcada por experiências que a fizeram desacreditar do amor, reage com zombaria. Para ela tudo se resume ao sexo, e por isso seduz o rapaz sem perceber o peso que essa experiência teria em sua vida. O impacto é devastador: Tomek, vivendo a intensidade de sua primeira paixão e sentindo-se humilhado, é levado a uma atitude drástica e dramática.
O filme deixa claro que Magda não compreendeu a responsabilidade de ser o primeiro amor de alguém. Esse papel exige tato, empatia e delicadeza, pois as marcas deixadas podem perdurar para sempre, influenciando todos os relacionamentos futuros. Kieślowski mostra, com sensibilidade, como a falta de cuidado com os sentimentos do outro pode transformar paixão em dor irreparável.
Atuações e direções ótimas, mas o filme acabou não funcionando tanto comigo por pedir uma simpatia com o protagonista que não consegui sentir, além de insinuar uma culpabilização da vizinha que... Não, apenas não. Para o bem ou para o mal, é um claro fruto de seu tempo.
Preenchimentos de vazios com perversões para chamar de "amor" essa solidão, e muita falta de terapia ne...