Assombrado pela memória de Walter Holderlin (Tom Douglas), que ele matou durante a Primeira guerra mundial, Paul Renaud (Phillips Holmes) confessa-se a um padre e é absolvido, viajando em seguida para a Alemanha, onde irá encontrar a família do homem morto.
O título original era perfeito: The Man I Killed. Não “o alemão que matei”, não “o inimigo que matei”. O homem que matei. Por trás do inimigo havia um homem que estudava música, tinha uma noiva, pais, amigos. A diferença parece mínima, mas contém o filme inteiro.
E talvez seja ainda mais curioso que essa tenha sido a única grande obra dramática de Lubitsch. O filme fracassou comercialmente e ele acabou voltando às comédias. Uma exceção tão rara na filmografia sonora de um dos maiores diretores da história e, talvez justamente por isso, um de seus filmes mais fascinantes.
Quase um século depois do seu lançamento esse filme traz uma história cuja mensagem antibelicista ainda permanece atual. Mesmo com a sua curta duração consegue dizer muito mais coisas do que a maioria dos filmes atuais.
Ao assistir esse clássico lembrei imediatamente do filme "Frantz" (2016), que adaptou essa mesma história e também é muito bom.
Uma bela e dolorosa obra de Lubitsch, com destaque para roteiro, direção e atuações.
Melancólico.
A ideia de pecado que nem chega perto de dar conta do horror que é viver com a culpa. O papo do pai no bar: forte demais. Lindo é pouco.