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Nazarin (México, 1959)
Baseando-se na novela de Benito Perez Galdós, Luis Buñuel, o cineasta mais importante da língua hispânica de sua época, atualiza o argumento, dando-lhe grande força dramática (uma vez que os problemas manchengos da trama são adaptados ao universo mexicano). O humilde padre Nazarín, interpretado por Francisco Rabal, vive e compartilha sua pobreza com os necessitados que moram perto da pousada de Chanfa. Após proteger uma prostituta que provocou um incêndio, é obrigado a fugir da cidade. Em sua peregrinação, as ações de Nazarín provocam uma série de problemas que se contrapõem fortemente a visão da caridade cristã.
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Ótima direção, gostei do protagonista e da crítica social, mas o roteiro é meio fuleragem.
Luis Buñuel é um cineasta que sempre admirei pelas obras criativas e provocativas. Esse filme foi dos que eu vi dele até agora aquele que menos me impressionou. Acho que a sua história que fala de um padre cuja fé é sempre posta à prova diante da maldade do mundo à sua volta não rendeu tanto como poderia. O filme parece nunca chegar a lugar algum até o final que eu achei decepcionante. Tem algumas passagens que merecem ser vistas e Francisco Rabal faz um bom trabalho como o protagonista, mas por ser de Buñuel eu esperava mais do que aquilo que eu vi.
Não gostei da história. As atuações são bem teatrais, algumas amadoras.
Péssimo filme. Admiro grandes trabalhos do Luis Buñuel como Os Esquecidos, Viridiana e O Anjo Exterminador, mas Nazarin é um filme sensacionalista, com uma direção enfadonha, uma narrativa desinteressante, atuações sofríveis e que me soou bem raso. Não me apeguei a nenhum personagem, nem mesmo ao protagonista. Só queria que tudo acabasse logo. No fundo são filmes com propostas diferentes, mas querem ver um trabalho realmente complexo, reflexivo, filosófico e profundo sobre um padre que segue a sua fé e seus princípios de forma incondicional perante todas as adversidades possíveis e que tenta ajudar todos ao seu redor? Léon Morin - O Padre, filme francês do mestre Jean-Pierre Melville. Uma obra fantástica extremamente bem dirigida, repleta de sutilezas, diálogos poderosos e atuações verdadeiras e impactantes. Já Nazarin, eu dispenso.
Produção épica do cinema mexicano, "Nazarin", de 1959, é um belo e relevante trabalho cinematográfico de Luis Buñuel. Como drama crítico de cunho religioso e social, o filme funciona e envolve o expectador, do inicio ao fim.