Uma viagem à Sicília, a vida cotidiana em Roma, rondas noturnas por estações, rapazes que se oferecem, a música, o sexo e o amor, a homossexualidade. E enfim a morte, repentina e violenta, inesperada e misteriosa, fruto de um momento e não de uma conspiração.
Aurelio Grimaldi, apaixonado por Pasolini, filmou "Um Mundo de Amor" em 2002, onde narrava um Pasolini pouco antes de descobrir o cinema. Em 1996 fez este "Nerolio", onde narra os momentos finais de Pasolini.
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Grimaldi revisita o pensamento do poeta italiano e reconstrói com muita propriedade seus últimos dias de vida.
"A infalibilidade da Igreja? Eu cuspo nela. Para a igreja consagrada, a masturbação é um pecado. A homossexualidade é um pecado, o sexo antes do casamento é pecado. Caro Papa, meu amigo, quantas punhetas você bateu na vida? Tem alguém capaz de sustentar que o teu sexo não é fremente de desejo como o de todos os outros homens? O esperma dos papas derramado por mãos, bocetas e bundas enche dez vezes o curso do grande rio Nilo."
Reflexões sobre o polêmico cineasta italiano Pier Paolo Pasolini (1922-1975) dramatizadas a partir da "imaginação" do diretor Aurelio Grimaldi, conforme é informado nos créditos finais. Mas com uma boa dose de cinema pasoliniano, incluindo aí vários atores amadores ou pouco conhecidos. Uma homenagem ao criador italiano, que começa desde o título: "Ninguém cuspirá no meu pai" (Nerolio Sputeró Su Mio Padre), já que Grimaldi era (é) admirador da obra do criador de Teorema e outros filmes bastante conhecidos, um discípulo dele, na verdade.
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Equipe Filmow.comO poeta. O Gênio. O Homem. O Filho. O Homossexual. O Desejo. O Sexo. A Música. Os Garotos. Os Pelos. A Mãe. Relações. Relações Humanas. Relações de Interesse. A Solidão. O Artista. A Posteridade. A Morte.
Acabei de assistir um filme magnífico chamado "Nerolio - Sputeró Su Mio Padre" dirigido por Aurelio Grimaldi sobre a vida de Pier Paolo Pasolini. O filme, praticamente um documentário filmado, reconta os últimos dias do genial cineasta. É um filme duro, selvagem, exala uma humanidade dolorida. Ainda estou sem saber o que escrever direito. O filme me tocou profundamente. É um filme sobre um artista. Um filme sobre a humanidade de um artista. Belíssimo! Recomendo.
"Eu não tinha medo de você, porque o artista é carne, sexo, ruas e sangue."
"Você entende? Pode entender que não é só sexo que eu precisava, mas de calor, vida, sorrisos. Somos todos famintos de amor. E os artista são os mais famintos de todos."