Irén e sua pequena filha Krisztike vivem apertadas no apartamento de seu sogro. Seu marido, Laci, acabou de entrar para o Exército. Além deles, outros três parentes de Laci ocupam o pequeno espaço do apartamento, o que torna a convivência insuportável. Ciumento e ranzinza, o pai de Laci não gosta quando Irén traz amigos do trabalho para casa, e faz o que pode para separar o casal, acusando-a de promiscuidade. Esgotada pela situação, Irén tem como único sonho de sua vida um apartamento próprio, porém a burocracia do país torna a tarefa impossível.
O trabalho de câmera com closes e o aspecto de documentário transmite a claustrofobia e a indignidade da vida tão próxima àqueles de quem não se gosta.
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Sei muito bem o que é isso...dificil convivência e não tem uma saída rápida. Vi dia 1/12/22.
É uma pancada. Filme muito triste, principalmente porque as atuações amplificam as emoções que são jogadas em tela. Fiquei também muito surpreso com o comentário político que há. Acho que a experiência não teria sido a mesma se eu tivesse ido atrás das referências antes de eu assistir o filme. Por fim, Ninho familiar é uma belíssima estreia em longas metragens de Bela Tarr, com cada monólogo melhor que o outro e que quase destroçou meu coração tanto quanto O Cavalo de Turim. Filmaço.
Bela Tarr com uma pegada completamente distinta onde dificilmente se descobrirá que se trata de filme do húngaro se o espectador não for previamente avisado. Claro que seu retrato de almas penadas é visível mas com um tom documental e com diálogos bastante elaborados, tão distinto de seus filmes esteticamente magnânimos e silêncios duradouros.
velho fdp!
Só uma coisa resolve: um apartamento.