Jovens garotas em busca do sucesso no teatro convivem na mesma residência com atrizes velhas. O sucesso não é para todas, e algumas voltam para suas casas sem êxito.
Oscar de 1938.
- Indicado ao Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro, Melhor Diretor, Melhor Filme.
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Não é sempre que encontro um filme antigo que apresenta um grupo de mulheres em que a maioria delas tem a chance de brilhar. Mais do que isso, Stage Door apresenta duas das estrelas mais brilhantes dos anos 30 compartilhando a tela.
Adoro uma boa e velha história sobre o showbiz, e a Classic Hollywood foi ótima em produzi-las. É tudo sobre o lado amargo desse sonho glamoroso,
e o filme inclui uma cena misteriosa, mas bela, de desilusão e tristeza - que logo se revelou uma cena de suicídio.
No final do filme, havia esquecido todas as piadas que me fizeram rir alto durante a primeira meia hora de sessão. Realmente muda o tom, mas de uma forma consistente e significativa.
Poderia ser mais longo, porque passa muito rápido e falta um pouco no desenvolvimento do personagem, mas é um filme notável.
Trazer esses nomes e não saber usar cada um seria um desperdício tremendo.Filme extremamente teatral e com algumas sequências inimagináveis envolvendo diálogos afiados.Envelheceu muito bem.
>Assistido em 09 de Junho de 2023
"Stage Door" é uma comédia agridoce, incrédula e nada otimista. Fui motivado a vê-la pela brilhante K. Hepburn, mas confesso que não gostei: achei o filme insosso e com diálogos apressados que dificulta acompanhá-lo.
Confesso que quando comecei o filme não gostei. As falas são muito rápidas e o ritmo é muito acelerado, o que compromete o entendimento da trama e a deixa superficial. Mas então chega a cena da estreia da peça, e tudo muda. Me tocou muito, principalmente a atuação da Andrea Leeds, que faz uma personagem melancólica e amargurada, mas muito sensível e realista, que nos aproxima dela. No fim, conseguimos sentir profunda empatia por essas garotas que estão buscando (mesmo desajeitadamente) um lugar nos promissores palcos
Mas é isso, o filme me ganhou mesmo foi em seu terço final
Roteiro desequilibrado e atuações desproporcionais. Poderia servir como crítica ao meio artístico mas ao abusar da teatralidade torna-se mais um enfadonho melodrama de sua época. Essa é uma marcante e irritante caracterísica do cinema das primeiras décadas, a incapacidade de separar-se do teatro, culminando em atuações e acontecimentos exagerados, objetivando mais um emocionalismo barato e menos uma reflexão.
Aspirantes a atrizes que passam os dias na sala de estar dum apartamento, esperando um papel cair em seus colos, sem mover uma palha para aprimorarem suas técnicas cênicas.
A desproporcionalidade na atuação de Hepburn num papel que demanda sutileza afeta o desenvolvimento da personagem; uma ótima atriz que não soube performar alguém incapaz de atuar. Ponto positivo para Ginger Rogers que está afiada, cínica e ácida, e distante da parceria manjada e totalmente sem graça com Fred Astaire e seus filmes mais que previsíveis.