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Data de lançamento
4 Dez. 2020Duração
Em 2011, após o colapso econômico de uma cidade na zona rural de Nevada, nos Estados Unidos, Fern, uma mulher de 60 anos, entra em sua van e parte para a estrada, vivendo uma vida fora da sociedade convencional como uma nômade moderna. Fern vende a maior parte de seus pertences e compra uma van para morar e viajar pelo país em busca de trabalho. Ela aceita um emprego sazonal em um centro de atendimento da Amazon durante o inverno. Linda, uma amiga e colega de trabalho, convida Fern para visitar um encontro no deserto no Arizona organizado por Bob Wells, que fornece um sistema de apoio e comunidade para companheiros nômades. Fern inicialmente recusa, mas muda de ideia quando o tempo fica frio e ela luta para encontrar trabalho na área. Lá, Fern conhece outros nômades e aprende habilidades básicas de sobrevivência e autossuficiência para a estrada.
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Uma vida vivida pra chegar a não ter nada e ter que abandonar até a própria cidade. Dito isso, história emocionante e fotografia linda.
Assistido em 26/05/2026
Quem diria que viver em um país sem direitos trabalhistas podem te deixar sem nada!
A fotografia é bonita e o ritmo agradável, traz um gosto por quem sonha um dia ir fazer mochilão.
Filme belíssimo. Sem penduricalhos nem mirabolâncias. Reflexivo e poético, mas com os pés — ou as rodas — no chão. A música é justa, tanto na escolha das canções quanto na trilha original de Ludovico Einaudi. Bela fotografia!
O filme é muito bom, bonito, tecnicamente primoroso. A única questão que me pegou é que o material prévio ao filme e a ambientação inicial constroem a ideia de se tratar de uma jornada consequente puramente de uma crise financeira, porém a protagonista e os outros personagens parecem estar mais nessa história por questões emocionais do que por motivos socioeconômicos. Não tira nenhum mérito do filme, é uma produção marcante. Porém, pelo que li e vi antes de assistir pensei que seria algo
como "uma minoria amaldiçoada deu um golpe financeiro e agora uma maioria injustiçada tem de sobreviver em condições deploráveis", mas é mais "como prosseguir depois de perder algo/alguém muito importante".
O filme tem uma cena pequena que tira uma lasquinha da questão financeira quando a protagonista questiona ao cunhado sobre uma estratégia de venda de financiamento de casa, mas acho que não é sobre isso. O problema da crise não é seu vizinho de classe médica corretor de imóveis ou que trabalha em um banco, o problema foram grandes bancos e conglomerados financeiros que provavelmente tiveram papel no financiamento deste filme.
Sem palavras pra esse filme, que experiência! É poético e melancólico na medida certa. A fotografia e a trilha sonora são absurda de tão bonitas, combinam perfeitamente com o ritmo mais lento da estrada. A ideia de colocar nômades reais contando suas histórias com a Frances McDormand deu uma alma pro longa que poucos conseguem. Terminei reflexivo demais sobre a vida. "Vejo você na estrada"!
É uma obra intimista, profunda e que muda a nossa perspectiva sobre o que realmente importa.
E de bônus a narrativa rasga o Sonho Americano ao mostrar que trabalhar a vida inteira não garante porra nenhuma. No fim, a tal estabilidade é uma ilusão e o sistema simplesmente descarta as pessoas, deixando a estrada e a comunidade como a única saída real pra sobreviver com dignidade.