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Data de lançamento
25 Out. 2017Duração
Em novembro de 1918, alguns dias antes do Armistício de Compiègne, Édouard Péricourt (Nahuel Pérez Biscayart) salva a vida de Albert Maillard (Albert Dupontel). Ambos não têm nada em comum, a não ser a guerra, e são obrigados a se unir para sobreviver. Anos depois, Albert e Édouard planejam uma farsa para desmascarar o Tenente Preadelle (Laurent Lafitte), que tenta fazer fortuna com corpos das vítimas da guerra.
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Uma produção excelente, muito rica em detalhes e com originalidade para contar uma história que vai do humor ao drama pesado com muita competência. 26/08/2024
Baseado no romance “Au Revoir Là-Haut” de Pierre Lemaître, o título em francês faz referência a um episódio marcante no final da Primeira Grande Guerra Mundial conhecido como “Mártires de Vingré”. Quando a terra se espalhou junto aos corpos destroçados, e no ar ecoou o som das bombas e tiros disparados. Acusados de abandono de posto e de traição por não terem lutado no combate quando estavam sob domínio do inimigo, os soldados franceses foram então fuzilados, servindo de exemplo para seus pares.
Após o ocorrido, tudo volta à “normalidade caótica” e, acima de tudo, lucrativa para os senhores da guerra, somos logo transportados para a Paris de 1919, quando parte da sociedade chorava pelos que morreram em combate e não sabia o que fazer com os que regressaram, pois apesar de sobreviventes, os ex-soldados estavam mutilados, sem conseguir expressar com palavras o que viram nos campos de batalha, o que fazia destruir as suas almas.
Um verdadeiro misto de emoções, a trama conta com personagens fortes, drama familiar, crítica política e social e ainda a armação de um golpe que nos envolve por completo, tudo muito bem colocado com sensibilidade em meio ao cenário pós-guerra. Unidos pela tragédia, Albert e Édouard tentam juntar os cacos em que suas vidas foram transformadas.
“A Terra sempre passou por catástrofes e epidemias, e a guerra não passa de uma combinação de ambas.”
A história da humanidade possui uma curiosa característica cíclica. Foi assim, quando o final da Primeira Guerra Mundial fez surgir os “Loucos anos 20”, pessoas que deram adeus aos horrores bélicos e receberam com estranho entusiasmo uma nova década, marcada por grandes alterações comportamentais. Essa fase é reproduzida no filme “Nos Vemos no Paraíso” sob a forma de espetáculo e poesia. Transbordando sentimentalismo, Albert Dupontel não deixa de entreter, encantar e emocionar os espectadores dessa trama.
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Albert Dupontel, que fez a personagem que detinha a história em Eterno Amor de Jean-Pierre Jeunet, atua e dirige esse filme que se passa no mesmo pós-guerra da carnificina (WWI). E aqui ele também é elo, e mais uma vez funciona muito bem. Mas, embora eu tenha achado o filme ótimo, aconteceu comigo aquele efeito raro, quando um elemento material do filme se destaca: as máscaras. O figurino é lindo, mas as máscaras vão além. Originalidade. Aquela cena dos champanhes é uma desforra. Concluindo: que grande artista é o ator argentino Nahuel Pérez, a quem eu só havia assistido uma vez, nos 120 bpm. 8,55
Plotão do carai
Conta uma história pesadíssima (guerra) misturando dor, arte, beleza e humor. Esses franceses... Sempre fazem coisas interessantes.