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Data de lançamento
11 Ago. 2023Duração
Milton vive uma vida tranquila e rotineira em uma pequena cidade no oeste da Pensilvânia, mas tem seu dia virado de cabeça para baixo quando um OVNI e seu passageiro extraterrestre fazem um pouso forçado em seu quintal.
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Um filme sobre envelhecimento, amizade, abandono, memória. Fofo.
Assistido em 02/09/2026
Tropeça no começo, mas constrói um ótimo tratado sobre a velhice em vários enfoques. Se tirasse a gordura seria um curta metragem sensacional.
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Comecei assistindo sem expectativas na tv aberta, até que o filme foi me cativando... no final chorei. Que linda mensagem! É só um lembrete do que somos e das possibilidades..
Em Jules (2023), lançado no Brasil como Nosso Amigo Extraordinário, a proposta é delicada, humana e claramente voltada mais ao afeto e às entrelinhas do que a grandes reviravoltas narrativas. É um filme que aposta no silêncio, nos gestos e nas pequenas interações cotidianas para construir sua mensagem, o que pode funcionar muito bem para alguns, mas também gerar frustração em quem espera algo mais direto ou verbalizado.
É muito bom, porém acho que eu esperei demais,
passei o filme inteiro esperando o Jules falar algo ou ser revelado algum tipo de motivação. Essa expectativa constante acaba moldando toda a experiência, porque o roteiro escolhe não explicar, não justificar e não dar respostas claras sobre a figura central que dá nome ao filme. Tudo é conduzido de maneira quase contemplativa, o que reforça o tom melancólico, mas também pode passar a sensação de que algo está sempre prestes a acontecer e nunca acontece de fato.
Eu entendo todo o tema sobre o abandono dos idosos, o jeito que são tratados e o etarismo em si. O filme é muito claro em abordar essa invisibilidade social, mostrando personagens que já não são ouvidos, levados a sério ou sequer percebidos pela comunidade ao redor. Mas acho que isso deveria ter sido mais explícito, é apenas jogado na tela eles reclamando com os vereadores sempre as mesmas coisas,
A relação do Milton com sua filha, que só quer saber de cobrar ele sobre saúde, mas não pensa em passar um tempo junto, é um dos exemplos mais fortes dessa desconexão afetiva. O filho dele, com quem ele não conversa, surge quase como uma ausência constante, mais sentida do que realmente explorada. Sandy, com a filha lésbica com quem ela não conversa, mesmo ela deixando claro que sempre apoiou a filha e sua relação, representa outro tipo de afastamento, menos hostil, mas igualmente doloroso. E a Joyce, que é sozinha e só tem o gato como companhia, talvez seja a personificação mais direta dessa solidão silenciosa que permeia todo o filme.
Tudo isso é compreensível e a mensagem é passada, porém achei que faltou verbalizar mais coisas do que deixá-las subentendidas. Em vários momentos, o filme parece confiar excessivamente na sensibilidade do espectador, quando um pouco mais de desenvolvimento ou diálogo poderia fortalecer ainda mais os conflitos apresentados, sem necessariamente comprometer o tom sutil da obra.
Não conheço ninguém do elenco, exceto Ben Kingsley, que está muito bem no seu papel e é um ator de grande calibre, nunca decepciona. Sua atuação é contida, sensível e extremamente precisa, carregando grande parte do peso emocional do filme quase sozinho. É ele quem dá verdade e humanidade a uma história que, apesar de simples, toca em temas profundos, mesmo que nem sempre os explore com a profundidade que poderia.
Jane Curtin não está creditada no elenco como Joyce
Assistido em 13/12/2025
Em Jules (2023), lançado no Brasil como Nosso Amigo Extraordinário, a proposta é delicada, humana e claramente voltada mais ao afeto e às entrelinhas do que a grandes reviravoltas narrativas. É um filme que aposta no silêncio, nos gestos e nas pequenas interações cotidianas para construir sua mensagem, o que pode funcionar muito bem para alguns, mas também gerar frustração em quem espera algo mais direto ou verbalizado.
É muito bom, porém acho que eu esperei demais,
passei o filme inteiro esperando o Jules falar algo ou ser revelado algum tipo de motivação. Essa expectativa constante acaba moldando toda a experiência, porque o roteiro escolhe não explicar, não justificar e não dar respostas claras sobre a figura central que dá nome ao filme. Tudo é conduzido de maneira quase contemplativa, o que reforça o tom melancólico, mas também pode passar a sensação de que algo está sempre prestes a acontecer e nunca acontece de fato.
Eu entendo todo o tema sobre o abandono dos idosos, o jeito que são tratados e o etarismo em si. O filme é muito claro em abordar essa invisibilidade social, mostrando personagens que já não são ouvidos, levados a sério ou sequer percebidos pela comunidade ao redor. Mas acho que isso deveria ter sido mais explícito, é apenas jogado na tela eles reclamando com os vereadores sempre as mesmas coisas,
A relação do Milton com sua filha, que só quer saber de cobrar ele sobre saúde, mas não pensa em passar um tempo junto, é um dos exemplos mais fortes dessa desconexão afetiva. O filho dele, com quem ele não conversa, surge quase como uma ausência constante, mais sentida do que realmente explorada. Sandy, com a filha lésbica com quem ela não conversa, mesmo ela deixando claro que sempre apoiou a filha e sua relação, representa outro tipo de afastamento, menos hostil, mas igualmente doloroso. E a Joyce, que é sozinha e só tem o gato como companhia, talvez seja a personificação mais direta dessa solidão silenciosa que permeia todo o filme.
Tudo isso é compreensível e a mensagem é passada, porém achei que faltou verbalizar mais coisas do que deixá-las subentendidas. Em vários momentos, o filme parece confiar excessivamente na sensibilidade do espectador, quando um pouco mais de desenvolvimento ou diálogo poderia fortalecer ainda mais os conflitos apresentados, sem necessariamente comprometer o tom sutil da obra.
Não conheço ninguém do elenco, exceto Ben Kingsley, que está muito bem no seu papel e é um ator de grande calibre, nunca decepciona. Sua atuação é contida, sensível e extremamente precisa, carregando grande parte do peso emocional do filme quase sozinho. É ele quem dá verdade e humanidade a uma história que, apesar de simples, toca em temas profundos, mesmo que nem sempre os explore com a profundidade que poderia.
Assistido em 13/12/2025