Nostalgia

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Nostalgia (2022)
Nostalgia
Média do filme: 3.3 de 5 — baseado em 50 votos
MÉDIAFILMOW
3.3
50 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Mario Martone
Data de lançamento 24 Maio 2022 Outras datas
Duração 115 min (1h55)
Classificação indicativa de Nostalgia: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

24 Maio 2022

Duração

115 minutos Classificação indicativa de Nostalgia: 14 - Não recomendado para menores de 14 anos
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Sinopse

Após 40 anos de ausência, Felice retorna à sua cidade natal: Nápoles. Ele redescobre os lugares, os códigos da cidade e um passado que o corrói.

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A Bola Preta | Trailer Legendado

A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
birdstuff
Lucas
2 anos atrás

Tava indo bem, mas o final óbvio demais cagou tudo.

Vi em 17/out/2023.

joaodiegoleie0b6fc34416849b4
João Diego
2 anos atrás

NOSTALGIA (2023) – CRÍTICA
Nas primeiras cenas do filme não sabemos ao certo quem é Felice, interpretado por Pierfrancesco Favino. No avião ele fala árabe, no restaurante, enrola no italiano. Parece um estrangeiro, um turista. Quando caminha pela cidade, possui um olhar de melancolia, mas também de deslumbramento. Olhar transmitido pela fotografia da obra, ao registrar todos os cenários e espaços onde o filme acontece. Ao visitar a casa da mãe, caminhar pela cidade ou ir à igreja, tudo parece novo, mas, ao mesmo tempo, familiar.

É um sentimento despertado pelo encontro do personagem com a cidade, um misto de surpresa e reconhecimento. Notamos essa sensação, quando observamos o caminhar de Felice, um passo tranquilo, de quem observa tudo ao redor e parece contemplar a paisagem e as pessoas. Como ele transita pelas ruas, destaca sempre a arquitetura do lugar, as ruas estreitas e os vizinhos nas janelas, parece mostrar o bairro como um labirinto. A fotografia, em algumas cenas, o encaixa no centro da imagem, destacando a relação dele com o ambiente. Ao mesmo tempo, busca registrar o ponto de vista do personagem sobre cada região.

Eu gosto do tratamento dado à memória, de como as cenas antigas aparecem em um quadro reduzido na tela, em uma imagem semelhante a Super 8. Esse tem sido um procedimento muito utilizado pelas produções audiovisuais, em registrar as lembranças ou o passado com outro tipo de formato, como as produções da HBO usam imagem em VHS, com granulações. Um recurso que antes era muito utilizado com a imagem preto e branco.

Não sei se todos sentem isso, mas para mim, durante todo o filme, Felice pareceu buscar um lugar na comunidade, tentar novamente se colocar ao lado das pessoas e do lugar que ele abandonou. O problema é o conflito gerado por esse desejo, como disse antes, apesar de ter nascido em Nápoles, a cidade não é mais a mesma e ele está mais próximo a um estrangeiro, que um morador local.

É bonito notar, como a casa alugada por ele possui uma iluminação muito diferente do restante da cidade, onde os dias parecem sempre nublados e cinzas. O ambiente é mais claro em algumas ligações da esposa também. Apesar de várias cenas serem de dia ou pela manhã, a cidade passa uma impressão de estar suja e escura, um tom de tristeza, como na casa onde a mãe morava e bem diferente dos dois ambientes citados.

É curioso, como todos tentam convencê-lo a ir embora, como ninguém parece ver motivo para ele ficar na cidade. Quando Rafaelle, Aniello Mascia, o aconselha a retornar ao Cairo e desistir de procurar o amigo, ele contesta em árabe. Novamente, não sei se todos notaram isso, mas gosto de como ele, nos 40 anos que ficou fora, parece ter adotado uma nova identidade. Não só fala árabe, mas também é muçulmano. Tem uma esposa e uma empresa em outro país, qual motivo para ficar em uma cidade, sem nenhum parente ou amigo? Apenas o sentimento de nostalgia…

Esse sentimento me parece extremamente conservador, mas, ao mesmo tempo, ilusório. Retornar às suas raízes tem um preço. Olhamos para o passado como se algum dia houvesse uma época ideal, como se tudo fosse melhor antigamente. Quando ele fala para a esposa que tudo está igual, tenho a impressão de falar mais sobre seu desejo, sobre a projeção de seus sentimentos em relação à cidade, do que do próprio lugar.

Filme dirigido por Mário Martone, ovacionado em Cannes.

João Diego Leite é jornalista, crítico de cinema e produtor de áudio e vídeo

Filmes visto na Cabine de Imprensa.

pseudokane3
Wesley PC>
2 anos atrás

Eu costumo apreciar até mesmo os filmes 'pop' italianos, mas achei este aqui tão modorrento e desenxabido que, ao final, senti muita raiva da previsibilidade de seu desfecho e da composição inexpressiva do protagonista. Achei a direção preguiçosa e composta por um tom perenemente anticlimático, que estimula uma pretensa tensão em relação ao reencontro dos amigos de juventude, mas que se desperdiça no tom de bravata daquele padre. As seqüências nas catacumbas indicam que algo de muito interessante poderia surgir, bem como no início promissor (a cena do banho é linda), mas o filme é um porre! Achei tudo no apenas vazio, como também emocionalmente chantagista, aff! (WPC>)

As ruas insólitas de Naples e as atuações muito sensíveis dão conta de segurar a atmosfera intensa e intimista desse filme, cujo roteiro esquemático é muito básico e previsível para ser marcante.
Basicamente, Felice é um homem do mundo, empresário bem sucedido, que retorna ao lar com uma série de sentimentos dúbios. O melhor do filme é justamente o olhar perdido de Felice, mostrando a confusão de sentimentos contidos. Não sabemos exatamente o que se passa na cabeça dele ao retornar à cidade natal, ao cuidar da mãe, po exemplo, seria uma espécie de reparação? De felicidade por mostrar-se útil? De sentimento de culpa por anos afastados?
Assim, o filme não explica exatamente os sentimentos do protagonista, o que o torna bem interessante e instigante, ao mesmo tempo que confere um peso a mais na sua interpretação. Decidido a encontrar um amigo de infância, com o qual tivera um passado que navegava por comportamentos marginais, Felice vai até becos e ruas estranhas, fala com moradores nativos, padres (a influência cristã aqui é notada fortemente, como na arquitetura que embelezam as locações), antigos conhecidos.
A todo momento o roteiro nos alerta do perigo iminente, seja incendiando sua moto, seja em falas de alertas, ou mesmo na trilha sonora. E aí cabe a pergunta: por quê? Qual o objetivo?
De novo o roteiro acertadamente mantem o suspense, mesmo que apresente algumas explicações ligadas ao passado, o ar de mistério e da atuação contida segura o que há de melhor na trama.
Por mais que o desfecho seja convencional, com um clímax morno, achei um filme gostoso de assistir, entretém durante sua projeção, mesmo não sendo tão marcante quanto poderia ser. Nostalgia faz juz ao roteiro, e é algo que nos move de forma mais instintiva do que puramente racional, de modo que, como um todo, toda a história, sob esse ponto de vista, faz muito sentido.

gcc7702
GC
3 anos atrás

Muito fraco, ruim, e inverossímil.

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Elenco de Nostalgia

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Pierfrancesco Favino 3 24

Pierfrancesco Favino

(Felice)
Artem Shcherbakov 0 1

Artem Shcherbakov

Aurora Quattrocchi 0 0

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Emanuele Palumbo 0 0

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Francesco Di Leva 0 2

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