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Data de lançamento
13 Maio 1999Duração
Will, pacato dono de livraria especializada em guias de viagem, recebe a inesperada visita de uma cliente muito especial: a estrela de cinema americana Anna Scott.
Dois ou três encontros fortuitos mais tarde, Will e Anna iniciam um relacionamento tenro, engraçado e cheio de idas e vindas.
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É o primeiro longa de expressão do diretor Roger Michell e nos presenteia com uma das comédias românticas mais conhecidas daquela década. A história do filme surgiu a partir de uma noite mal dormida do roteirista Richard Curtis e o mesmo afirma não ter escrito esse filme para Julia Roberts contracenar,e sim em Madonna (uma ideia completamente fora do normal). Julia cai como uma luva aqui e a atriz vivia o auge de sua carreira,deslumbrante,consegue emocionar com facilidade e seus olhos realmente parece ser de uma mulher apaixonada. Em algum momento do filme alguém pergunta qual foi o último cachê recebido por seu trabalho e ela responde 15 milhões e foi exatamente esse valor que a atriz recebeu por "Notting Hill",simples assim. Em outro momento divertido,quando os dois se esbarram e derramam suco na roupa,ele convida ela para ir ao seu apartamento para se limpar e trocar de roupa,ele brinca falando que não é para fazer uma alusão a uma prostituta,Grant apenas estava referenciando o trabalho anterior de Julia em "Uma Linda Mulher"...
Como foi dito no comentário abaixo,a trilha sonora desse filme emociona e anima ao mesmo tempo. É aquele misto de euforia e nostalgia por trazer tantos clássicos da época. Vai de Elvis Costello à Shania Twain e é difícil não voltar a época de lançamento dessas músicas e reviver algumas coisas da adolescência.
Os encontros e desencontros do filme são memoráveis e aumenta a sensação de tristeza,pois nunca dar certo do casal ficar juntos e cada encontro surge algo novo que parece distanciar mais do que aproximar. Na reta final quando ela fala: "Não se esqueça. Eu sou apenas uma garota parada em frente a um garoto pedindo-o para amá-la." é de uma dor sem tamanho e é impossível não se emocionar junto com a atriz.
Outro grande destaque do filme é poder observar que o destino faz questão de colocá-los juntos em todo momento,desde a abertura onde ela visita a livraria,até nos momentos finais onde ele faz de tudo para encontrá-la depois de uma grande burrada. O filme fala sobre o tempo que é necessário para tudo correr bem e de ter aquela pessoa amada do lado,é aprender ter paciência,assim como o filme mostrou...
>Revisto em 24 de Setembro de 2026
Comédia romântica do fim dos anos 90 que ainda carrega a nostalgia dessa época, conta uma história que possui muita leveza, alguns momentos de comicidade, com graça e desenvoltura nas situações muito bem representadas pelo casal protagonista.
Aqui, aliás, o mérito pertence muito a eles, Julia Roberts e Hugh Grant que estavam em uma fase de alta na carreira e nesse auge se encontram em uma dinâmica muito boa de se assistir, e a construção dos personagens também são muito assertivas, pois são personagens cheios de falhas, com defeitos que muito vezes os afastam, mas que ambos buscam uma evolução, maturidade e em meio disso, se encontram e se ajudam de formas diferentes.
O primeiro ponto que chama a atenção no romance é que se trata de um completo caso da obra do destino e como de certa forma passam a estar conectados, pois apesar dos desencontros (que acontecem muito por causa dela), eles sempre voltavam a se encontrar, algo sempre chamava um para o outro.
Nos momentos desses desencontros ambos sofrem, porque querem ter o outro junto, perto, e nesse ponto o sofrimento dele é mais retratado na história, e a melancolia toma conta do personagem e do filme, com um visual que torna isso muito palpável.
A trilha sonora desse filme é muito encantadora, com músicas belíssimas, mas a emblemática e inesquecível “She”, de Elvis Costello é geralmente a mais lembrada quando se pensa nesse filme, e merece o reconhecimento.
Mas também destaco “Ain't No Sunshine", de Bill Whiters, que se encaixa perfeitamente na trama, e toca especificamente em um momento de passagem de tempo que estampa a melancolia, a solidão, a tristeza do personagem de Hugh Grant por não ter a amada por perto.
“O Sol não brilha quando ela vai embora
E ela sempre demora tanto para voltar
Cada vez que ela se vai
Me pergunto para onde ela foi desta vez”
Esses versos são tocantes e totalmente condizentes com a atmosfera do filme e dos momentos em que os personagens estão distantes.
Não tem como não destacar a clássica frase dita pela personagem de Julia Roberts:
“Não esqueça que eu sou apenas uma mulher, parada na frente de um homem pedindo a ele para amá-la!”
Entre erros, desencontros e escolhas, no fim temos aqui toda a fragilidade dela, que apenas quer ser amada como sonha e merece.
Também destaco o singelo diálogo entre eles, que diz tudo o que eles sempre quiseram dizer, desde o primeiro encontro:
“Posso ficar mais um pouco?
Fique pra sempre”
Ela sempre quis ficar, ele sempre quis que ela ficasse, isso deveria ser tudo o que importa, mas às vezes o entorno da vida atrapalha demais um romance de acontecer.
Assistido novamente em 22 de setembro de 2026.
Nota: 8/10
Muito ruim, os protagonista tem menos personalidade que o grupo de amigos do rapaz e pra piorar não há química alguma, as coisas só acontecem forçadas e que se dane o contexto. Teve apenas uma cena boa pro final que logo já foi estragada em seguida, não consegui capturar nada de bom além disso.
O que ela viu nele? Muitos aqui falam e eu respondo: segurança, estabilidade e calmaria. Às vezes é tudo o que alguém precisa.
Filme muito bem construído! Leve, divertido e aconchegante!