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Do alto da Pedra Bonita, Rio de Janeiro, um jovem se atira numa asa delta em direção ao abismo. No mesmo momento, um homem monta um fuzil telescópico e o atinge mortalmente. Um arqueólogo de posse de uma máquina fotográfica registra o incidente e tenta perseguir o criminoso, mas é impedido de pela súbita aparição de Madame Zero.
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"Mas quantas surpresas enfim, quando tudo for revelado."
Abismu (Brasil,1977)
Direção: Rogério Sganzerla.
Com: Norma Bengell, José Mojica Marins, Wilson Grey, Jorge Loredo, Edsom Machado, Mário Thomar, Mariozinho de Oliveira, Satã.
Ano passado a nova cópia desse clássico marginal de 1977 foi exibida no Festival de Locarno e graças à Mostra Internacional de Cinema de São Paulo o longa chegou por aqui agora para uma exibição.
“Abismu” foi telecinado/digitalizado e preservado graças aos recursos financeiros e esforços da Mercúrio Produções e de Sinai Sganzerla.
O longa tem como ponto de partida as inscrições em algumas das cavernas da Pedra da Gávea que remontam ao período pré-colonial.
Tributo a Jimi Hendrix e ao poder de Mu, divindade fenícia celebrada por um fanatizado e intergaláctico Zé Bonitinho. Com acento experimental, trilha sonora de Hendrix e atuação de José Mojica Marins no papel de um cientista egocêntrico. E de quebra nossa musa Norma Bengell.
Um filme que não se traduz em palavras. Só assistindo pra senti-lo! Viva Rogério Sganzerla!!! Viva o cinema brasileiro!
Más notícias: o juízo final chegou e Zé Bonitinho está lendo o balanço da aventura humana na Terra (spoiler: tivemos nota baixa).
Zé do Caixão tenta afanar um tesouro que parece na verdade uma tradução que ligará o futuro ao passado. O tesouro é isso? Conseguir construir um elo entre os mundos pré e pós apocalipse? Os heróis e vilões descerão de seus pedestais e se mostrarão vulneráveis o suficiente para buscarem soluções?
O único elo existente entre as tais populações egípcias antigas e o mundo presente é um motel temático em Duque de Caxias.
Tudo isso ao som de Jimi Hendrix.
Um delírio febril. Pobre de quem não conhece ou não se entrega.
eles fumaram mt maconha p fazer isso, amei mt!
a CAMERA GIRANDO NO POR DO SOL...
- 7/10
- um filme que tem o Zé Bonitinho como protagonista(?) tem que ser respeitado
- gosto que o diretor mistura uns planos muito bem feitos com outros que beiram o amadorismo
- bom tambem que resume tudo em frases curtas e impactantes
o cinema de sganzerla é uma ode à estupidez humana e até onde ela pode chegar. aqui é a estupidez espiritual e mística misturado com seu grande apego por histórias em quadrinhos. eu não poderia perder a junção sganzerla+mojica mas aqui sinto pouco do que ambos eram 10 anos antes, não há muito do mojica da Meia Noite e a direção/roteiro não possuem a agilidade e sagacidade e acima de tudo, o deboche do Bandido ou da Mulher De Todos. a fotografia, por outro lado, é muito boa. causa nostalgia com um ar intimista de uma gravação de viagem pessoal. não é enorme como os clássicos do sganzerla, mas é uma boa experiência