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A ciclista Joana sofre um estranho acidente, onde é carregada no capô do carro. Sai ilesa, mas decide esconder o ocorrido de Cecília, sua esposa, com quem está prestes a começar uma família. Quando um vídeo do acidente viraliza na internet, se vê obrigada a prestar queixa na polícia. Recebe a visita da motorista e de seu filho, o adolescente Maicon, autor do vídeo. Aos poucos, Joana é atraída para a vida dessa família disfuncional.
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Joana é uma personagem insuportável. Mentirosa compulsiva, se intromete na vida alheia a ponto de querer decidir com quem a criança do casal que a atropelou deve ficar, além de não pensar duas vezes antes de passar por cima de um desejo importante da esposa
ao pedir para a médica para revelar o desejo do bebê.
Vendo as diferentes interações sociais do filme, só consigo pensar que quem escreveu o roteiro esqueceu o funcionamento básico do comportamento e relação humana.
Por exemplo,
quando todos na festa param o que estão fazendo para simplesmente ver duas pessoas dançando com cara séria
Ou, ainda,
quando o pai deixa o filho passear na rua com a Joana, mulher que ele mal conhece.
Apesar de ser um filme de 1h30min, há cenas que poderiam ser facilmente removidas da narrativa e que em nada contribuem para o desenvolvimento da trama; como a
cena do assalto
Não posso deixar de me perguntar se o diretor Bruno Carboni já andou de bicicleta, a ponto de colocar uma ciclista no meio da rodovia de uma capital, sem capacete, andando de fone de ouvido completamente alheia com o movimento ao seu redor, como se estivesse na Holanda.
Alguém consegue me explicar a obsessão do diretor em filmar apenas a cintura (sim, cintura, apenas, não da cintura para cima, como o Plano Americano)?
Devemos valorizar o cinema nacional, que é riquíssimos, mas devemos ser sinceros. Muitas vezes eu passo pano para produções BR, mas dessa vez não deu, uma pena.
- pobre da criança que tem que viver com aqueles pais, um pior que o outro
- gostei que o filme focou nele, de longe o personagem mais interessante
- reações agridoces a protagonista, ao mesmo tempo que acho que ela acerta, também é egoísta e bem chata
Me surpreendeu positivamente. O jogo dos afetos é imprevisível, mas talvez nós não sejamos tanto.
Um rompante de delicadeza. Uma bruta flor: De-li-ca-de-za ! Uma exata medida de impetuosidade em persistentes tons lilazes. Pensei no par antitético peso x leveza. O peso do mundo: a violência, a agressividade, o acidente, as dores da incompreensão, o fundo de militarismo e sua rigidez … Tudo isso, contrastando com a necessária leveza: a sensibilidade para olhar as coisas do mundo, como faz o menino com sua câmera de celular. O amor entre Joana e Cecília, os silêncios que transbordam um olhar reflexivo/ intuitivo para os seres, para a vida como um todo. É um filme muito bom, prenhe de sinceridade sobre a complexidade das relações humanas no que estas exalam de amor e desencontro.
Uma mulher pedala sua bicicleta junto aos carros. Depois de ser cortada bruscamente por um deles, pedala até o automóvel quando ele para no sinal vermelho. Pede à motorista que abaixe o vidro para conversarem. Ela se nega, ao passo em que Joana se prostra em frente ao carro. A motorista acelera, arrastando Joana, que se segura no capô do carro, e sua bicicleta.
Essa é a cena inicial de “O Acidente” (2021), longa-metragem do diretor Bruno Carboni. A partir desse acidente, acompanhamos o desenrolar da história de Joana (Carol Martins), sua companheira e a família da mulher que a atropelou, Elaine (Gabriela Grecco).
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