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Data de lançamento
4 Out. 2007Duração
Florentino Ariza (Javier Bardem) ainda jovem se apaixonou perdidamente por Fermina Daza (Giovanna Mezzogiorno). Entretanto, como Florentino apenas trabalha numa agência dos Correios, ele não é visto como um bom partido por Lorenzo Daza (John Leguizamo), pai de Fermina. Florentino pede Fermina em casamento, e ela aceita. Ao saber disto Lorenzo a envia para a fazenda de sua prima Hildebranda Sanchez (Catalina Sandino Moreno), onde fica alguns anos. Florentino aguarda o retorno de sua amada mas, quando a reencontra, ela diz que nada quer com ele. Fermina passa a ser cortejada por Juvenal Urbino (Benjamin Bratt), um médico que luta para evitar a disseminação da cólera. De início ela não se interessa, mas posteriormente eles se casam e constituem família. Simultaneamente Florentino aguarda que Juvenal morra, para que possa enfim se casar com seu grande amor.
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31.12.2007
Esse filme não ser falado em espanhol é um dos maiores pecados da humanidade.
A história em si deixa a desejar, daí porque um filme apenas mediano.
Tropeçou na adaptação e girou só um romance novela das seis. O livro é rico em entrelinhas bem mais políticas
“Escrito com as entranhas”, como o próprio Gabriel García Márquez declarou, “O Amor nos Tempos do Cólera” é um exemplar impecável do realismo fantástico do autor e um clássico da literatura latino-americana. O sentimento indelével de Florentino Ariza – filho de um homem que afirmou em leito de morte lamentar-se somente por não ter morrido de amor – que sobreviveu incólume por mais de cinquenta anos e uma epidemia de cólera, é a matéria a partir da qual a pena de García Márquez brilhantemente disserta. Não apenas em sua trama principal, mas em todo o conjunto a narrativa do romance é rica em detalhes e histórias paralelas, o que, por si só, já dificultaria qualquer tentativa de transposição à narrativa cinematográfica. O próprio autor relutou por muito tempo em consentir a adaptação. O filme, contudo, foi realizado e, embora emocione e apresente momentos de grandeza, o resultado final não consegue transmitir a riqueza do universo arquitetado por García Márquez.
A bela fotografia realçando ora a arquitetura colonial de Cartagena das Índias, ora a natureza selvagem da Amazônia colombiana é um aspecto positivo que se associa muito bem com a trilha sonora original, assinada por Antônio Pinto (melodia) e Shakira (letra). Outro aspecto positivo do filme reside na escolha do elenco: Javier Bardem aparece muito à vontade no papel do protagonista, a italiana Giovanna Mezzogiorno tampouco decepciona como Fermina Daza – embora, em seu caso, o trabalho de maquiagem não tenha dado conta de envelhecê-la tanto quanto é solicitado pela história; Benjamin Bratt, por sua vez, empresta um ar de sedução irresistível ao Dr. Juvenal Urbino. Além desses nomes, destaca-se ainda a participação mais-que-especial de Fernanda Montenegro, como Tránsito Ariza, a mãe do protagonista. Com relação à matéria textual, o enredo acaba por minimizar a primazia do texto de García Márquez; embora a essência do romance possa ser vista na tela, ela é captada sem a profundidade significativa que requer o material original.
⭐ 3.7 / 5.0