Após abandonar a União Soviética em 1929, Trotsky, consegue asilo no México. Em 1940, na capital, onde cuida de plantas e aparenta levar uma vida simples, um agente de Stalin, o espanhol de codinome Frank Jackson, começa a persegui-lo para assassiná-lo. Apesar de longe do seu país de origem, Trótsky continua muito envolvido com política. Stalin, sentindo-se ameaçado por seu oponente, consegue perpetrar o seu objetivo.
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visto no streaming ''belas artes a la carte''
como ja falaram, o filme busca apenas ser fiel aos acontecimentos, por mais que se trate de um assassinato de uma figura importantíssima, mostra isso de uma forma bem simples e objetiva, sem grandes dramas, talvez como tenha sido na vida real...acho que o roteiro poderia ter sido melhor elaborado e trazido uma história mais empolgante, política e etc
Não considerei o filme lento ou confuso, apesar de que compreendo os motivos de quem o considerou assim. O Assassinato de Trótski não se preocupa em realizar nenhuma contextualização histórica, nenhum diálogo expositivo. Sua função é mostrar os últimos dias de Trótski e de seu assassino da forma mais linear possível, inserindo em algum ponto ou outro uma carga mais artística, uma cena filosófica, como o paralelo que cria entre o estágio da vida de Tróstski e um touro que já foi suficientemente apunhalado e apenas luta pela própria sobrevivência. Ainda que a atuação de Delon seja confusa, acaba sendo plenamente cabível no estágio final de Jacques Monard, mostrando um homem que, quando foi preso, se encontrava em frangalhos, mentalmente destruído pelo que acabara de fazer, mesmo sendo o oposto disso.
Co-produção franco-ítalo-inglesa que foi filmada em Roma, na Itália, e na Cidade do México. O filme usou o livro de Isaac Don Levine (1892-1981) de 1959, "The mind of an assassin", como fonte. Segundo o autor Melvin Bragg, o diretor Joseph Losey (1909-1984) estava tão bêbado e cansado que contou com longos monólogos de Burton para levar o filme, em alguns casos até esquecendo o que estava no roteiro.
Joseph Losey originalmente ofereceu o papel de Leon Trotsky (1879-1940) a Dirk Bogarde, com quem fez 5 outros filmes. Losey admitiu que o roteiro era terrível, mas disse a Bogarde que seria revisado. Bogarde recusou o papel, amargurando Losey, que achava que Bogarde não confiava nele. Richard Burton (1925-1984), que havia trabalhado com Losey em O homem que veio de longe (68), confiou em Losey o suficiente para fazer o papel, embora tenha mostrado o mesmo roteiro. O cenário que representava a casa de Leon Trotsky estava repleto de livros genuínos e revistas dos anos 40, e o maior prazer de Burton durante as filmagens parece ter sido lê-los nos intervalos das filmagens.
A caricatura de Trotsky é hilária, a atuação exagerada e histérica de Alain Delon é burlesca e, de alguma forma, incrível. Achei divertido e curioso o trabalho do realizador Joseph Losey, um verdadeiro caminho para a morte, que respeita escrupulosamente a verdade histórica e que desmascara o romantismo da violência política.
Exemplar curioso sobre uma passagem da história bastante relevante ainda que o filme não empolgue , queira ou não é um documento para a humanidade.
Filme maluco, nada ver.