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Data de lançamento
27 Março 1961Duração
Em “O Assassino”, Marcello Mastroianni interpreta um antiquário meio trapaceiro que se torna o principal suspeito do assassinato de sua amante, uma mulher mais velha. Em seu primeiro longa, o diretor Elio Petri esboça temas que fizeram dele um criador central do cinema político italiano.
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Na seção de ‘Clássicos restaurados’ do Festival Italiano no Brasil de 2025 há 12 filmes disponíveis, vários com Marcello Mastroianni. ‘O assassino’ é um deles, um título forte para uma obra poética, um thriller policial de alto teor psicológico e narrativa ousada. É uma obra circunscrita na fase do cinema social do pós-Neorrealismo, onde surgiram nomes como Pietro Germi, Valerio Zurlini, Francesco Rosi e Elio Petri, o diretor deste – quase todos eles se dedicaram a um cinema político a partir da década seguinte, anos 70. O filme acompanha a estranha prisão de Alfredo Martelli – papel de Mastroianni, um negociante de antiguidades detido de maneira inesperada e interrogado na delegacia de polícia por um inspetor sagaz (Salvo Randone). No interrogatório, Martelli recorda de breves momentos de sua vida, vindo à luz uma série de segredos guardados e memórias perdidas na mente. Descobre estar ali por ser o principal suspeito do assassinato da amante, uma mulher rica e mais velha, Adalgisa De Matteis (Micheline Presle). O drama vira um suspense que pouco a pouco revela a identidade do protagonista, um homem aparentemente bem resolvido que vai sendo tragado pela investigação policial. Mastroianni, um estrondo como ator, entrega tudo em uma história vibrante de desconstrução de personagem, escrita por Petri e pelo roteirista parceiro de Frederico Fellini, Tonino Guerra. Um filme essencial do período pós-Neorrealismo, que critica a hipocrisia na sociedade. A cópia está belíssima, restaurada em 2011, a mesma do DVD lançado no Brasil pela Versátil Home Video. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
Um belo começo de carreira para Elio Petri!
L'assassino é um filme elegante, com uma ótima fotografia, e possui um roteiro muito astuto, onde a policia utiliza subterfúgios para testar a paciência do protagonista. Quando pensa que não o observam, eles fazem isso. Quando pensa que não o escutam, eles fazem isso. Como se desconfiassem de tudo! A trama conta com personagens bem desenvolvidos, e cada um deles possui uma bela introdução da sua participação na história. Além é claro, de uma excelente atuação de Marcello Mastroianni. Recomendo.
Primeiro filme dirigido por Elio Petri, que em um primeiro momento pode parecer simples e superficial, mas depois de assistir fiquei pensando e pensando sobre ele e acabei sendo remetido ao Os Suspeitos (Bryan Singer, 1995), pois em nenhum momento temos um relato do ocorrido de forma imparcial, todas as cenas de flashback são narradas pelo personagem do Marcello Mastroianni. Não há verdades absolutas no filme. A direção é bem competente e a atuação do Mastroianni, como sempre, perfeita. No final há alguns exageros e perdem de explorar alguns aspectos, mas gostei bastante do filme. Hoje em dia daria uma bela discussão sobre ele ter sido estampado na capa de um jornal como assassino enquanto era suspeito, coisa bem comum no jornalismo até hoje.
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Achei bem farofa..lembra um filme do Roberto Carlos kkkkkkkk enredo fracooooooooo
Mastroianni, antes humilde, enriquece como pretensamente intelectual antiquário na sociedade das aparências. A tormenta causada pela investigação policial fá-lo refletir e chega a humanizá-lo. Mas, mesmo no final, seu lado mulherengo continua.